Bem vindos ao meu espaço

Após algum tempo a navegar neste mundo de blogosferas, dei por mim ai e ali a escrever o que se pensa aqui… resolvi então criar o "Coffee Break e 3 linhas de conversa", o lado mais dia-a-dia, o lado mais soft, talvez o lado mais “santo” de Santo&Pecador. Serve este blogue, como o próprio nome o diz, para fazer uma pausa e escrever 2 ou 3 linhas sobre aqueles pensamentos, ideias e momentos (bons, maus ou mesmo aqueles assim-assim) que nos surgem durante o dia ou da noite. Vou tentar assim com as vossas opiniões e com algumas, saudáveis, discussões que por aqui vão ficando, tentar enriquecer e melhorar o meu padrão de vida e algo mais…



Logo estão todos convidados para um Coffee Break e 3 linhas de conversa,

quarta-feira, 19 de março de 2014

Porque tive 2 pais...



Existem coisas que me transcendem, que por muito tente compreender, perceber ou aceitar, não consigo.
Falam-me de crença, de fé, de religião, de devoção, de Deus e depois… e depois a vida repete-me essa injustiça.
Quis a vida dar-me dois pais e quis essa mesma vida tirar-me esses mesmos dois pais. Um há mais de 30 anos o outro há pouco mais de 3 meses.
Um partiu sem antes conseguir cumprir o seu papel de pai.

Assim sem saber o motivo, a razão, o objectivo, o porquê, pelo qual brotou para a vida, ele deu razão ao porquê da sua existência.
Nós!
Sem saber o quão estava tão perto da outra margem, agarrou em todo o seu ser e lutou para ser o Pai-Homem.
Entregou-se de corpo e alma à travessia do longo caminho das pedras,
na procura de mais um pouco de conforto,
de mais um pouco de tudo para com os seus.
O louvor,
a recompensa
ao seu esforço,
ao suor que o seu corpo chorou,
aos sacrifícios que passou,
às noites que não sonhou
era um beijo,
um abraço,
um carinho...
Ofuscava-nos com o brilho dos seus olhos a sorrirem de orgulho,
pela forma como estava a conseguir conduzir a vida.
Da mesma forma que brotou,
sem saber o motivo, a razão, o objectivo, o porquê,
ele disse: - Adeus vida,
adeus mundo cá fora, adeus a nós, adeus a si próprio.
Sem sequer saber o que foi. Nunca mais será.
Pai!
Foi nesse dia, nesse momento, nessa altura,
que eu percebi que nós somos apenas
Nada!

Pai! Tu não merecias
uma vida assim...

Partiu o meu Pai ficou o meu tio, o meu outro Pai.
Filho mais novo de um punhado de órfãos,
também ele foi assim sem razão, sem porquê, sem vontade de partir…que partiu!
Adeus vida!
Adeus futuro!
Só ficou o passado,
o nosso passado,
a nossa história.
Hoje divago pela nossa história e sei
que a tristeza da tua ausência é encoberta pela alegria de que um dia estiveste.
Pois,
mais do que a dor que me rasga por dentro,
mais do que a lágrima que se despede,
mais do que a revolta da minha impotência para te segurar,
mais do que a injustiça do criador…
Fica a lembrança do teu indescritível sorriso,
fica na alma a inigualável boa disposição com que enchias uma casa,
fica no meu irmão a tua maneira de ser,
fica o teu abraço de orgulho de Pai no dia em que me casei e o de conforto no dia em que me divorciei,
fica a felicidade de avô quando viste os meus filhos nascer,
fica o amo-te que eu sentia quando nos abraçávamos…para os dias em que me dói lembrar.
Mais que meu tio
Serás sempre e para sempre
O Zé.
Meu mano velho
Meu pai...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Neve, botas enganadas e um amor nas férias.

Bom dia amigos!
Hoje venho aqui pedir-lhes um grande favor.
Concorri a um passatempo da Timberland com uma história. Para ganhar preciso do vosso voto aqui
se poderem partilhem para os vossos amigos também votarem
No link podem ver a história, mas em baixo vou postar a história original, que para concorrer tive de encurtar devido ao limite de caracteres que o concurso exigia.




Foi na estação de comboios de Villars que a vi pela primeira vez. Estava sentada num dos bancos da estação, lia um folheto turístico da zona ao mesmo tempo que acomodava o seu corpo na quantidade exagerada de objectos que trazia. Uma mala verde enorme, que pela forma oval que desenhava, ultrapassava exageradamente o seu limite; a prancha de Snowboard que repousava calmamente no seu ombro; o casaco da neve que serenamente adormecera no seu apetecível colo e por fim sentada ao seu lado esquerdo jazia uma pequena mochila que encostada a ela suplicava por um abraço. O comboio chegou. Vi-a a acordar docemente o casaco, colocar a mochila as costas, abraçar a prancha com o braço direito e com a mão esquerda dar uso às roldanas da mala verde. Vestia de uma forma simples, uma blusa polar azul, umas calças de ganga e calçava umas botas Timberland por coincidência idênticas às minhas. O facto de os meus amigos me esperarem no carro para irmos para o Chalet onde estávamos instalados, ou a minha timidez ou talvez a minha estupidez, impediram-me de lhe perguntar se queria ajuda. Ela entrou no comboio e eu deixei de a ver.
Uma das regras do Chalet era deixarmos todo o calçado no piso de baixo, junto às escadas. No dia seguinte e quando descia para me ir calçar para ir sair, eis que me deparo com ela a descer também. Não queria acreditar, ela estava instalada no mesmo Chalet que eu. Sorri-lhe, um sorriso meio sem jeito ao que ela me respondeu com um sorriso delicioso. Notava-se que era uma mulher de sorriso fácil. Uma vez lá em baixo e junto do calçado agarrei nas minhas Timberland para as calçar. Ao mesmo tempo que comecei a ter dificuldade em conseguir calçar as minhas Timberland, reparei que ela ria e fazia-me sinal para os pés. Sendo o meu inglês terrível, ela teve mesmo de vir junto de mim para eu perceber que estava a tentar calçar as Timberland dela, que eram iguaiz às minhas mas mais pequenas. O meu embaraço foi tanto que se tivesse um buraco no chão para me enfiar era para lá que eu tinha ido. Felizmente que esse buraco não existia, pois foi graças a esse cómico episódio que eu e a Sylvie nos conhecemos e nos apaixonamos. É verdade que foi uma paixão de uma semana. Nunca mais a vi, nunca mais soube nada dela, mas cada vez que olho para as minhas botas Timberland ou passo por uma loja Timberland, lembro-me de Sylvie e dos momentos que passamos.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Início, meio e fim.



A água atiça o mundo, estremecendo as janelas e enfraquecendo as paredes. Das estradas nascem rios que transportam as folhas secas de Outono, que terminaram o seu ciclo dando lugar às novas folhas ainda por nascer. Todo aquele ciclo proporcionado pela natureza, fazem-me pensar que tudo tem uma razão de ser, tudo nasce e morre com um propósito. No momento devido, independentemente de considerarmos que é tarde ou cedo, que é certo ou errado, a folha cai, para dar lugar a uma nova folha, as nuvens partem, para podermos ver o sol, a chuva pára, para o sol poder secar a terra. Para tudo existe um início, um meio e um fim.

By Jorge Silva in "Um diálogo no escuro"

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Palavras minhas em livro


Pela segundo ano consecutivo vejo as minhas palavras serem publicadas nesta colectânea.

É com grande orgulho e satisfação, mais uma vez, que vejo a minha participação literária no "Arte Pela Escrita V" - Editora Mosaico da Palavra.

Mais uma vez obrigado pela oportunidade.


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

"Vão-se foder", escreve a Ângela Crespo



... e escreve muito bem.
Como sabem bem, não tenho por hábito copiar textos de outras pessoas para aqui. mas quando o texto me diz muito e me identifico com tudo o que está escrito não consigo deixar de o fazer.

"
Vão-se foder.

Na adolescência usamos vernáculo porque é “fixe”. Depois deixamo-nos disso.

Aos 32 sinto-me novamente no direito de usar vernáculo, quando realmente me apetece e neste momento apetece-...me dizer: Vão-se foder!

Trabalho há 11 anos. Sempre por conta de outrém. Comecei numa micro empresa portuguesa e mudei-me para um giga...nte multinacional.

Acreditei, desde sempre, que fruto do meu trabalho, esforço, dedicação e também, quando necessário, resistência à frustração alcançaria os meus objectivos. E, pasme-se, foi verdade. Aos 32 anos trabalho na minha área de formação, feliz com o que faço e com um ordenado superior à média do que será o das pessoas da minha idade.

Por isso explico já, o que vou escrever tem pouco (mas tem alguma coisa) a ver comigo. Vivo bem, não sou rica. Os meus subsídios de férias e Natal servem exactamente para isso: para ir de férias e para comprar prendas de Natal. Janto fora, passo fins-de-semana com amigos, dou-me a pequenos luxos aqui e ali. Mas faço as minhas contas, controlo o meu orçamento, não faço tudo o que quero e sempre fui educada a poupar.

Vivo, com a satisfação de poder aproveitar o lado bom da vida fruto do meu trabalho e de um ordenado que batalhei para ter.

Sou uma pessoa de muitas convicções, às vezes até caio nalgumas antagónicas que nem eu sei resolver muito bem. Convivo com simpatia por IDEIAS que vão da esquerda à direita. Posso “bater palmas” ao do CDS, como posso estar no dia seguinte a fazer uma vénia a comunistas num tema diferente, mas como sou pouco dado a extremismos sempre fui votando ao centro. Mas de IDEIAS senhores, estamos todos fartos. O que nós queríamos mesmo era ACÇÕES, e sobre as acções que tenho visto só tenho uma coisa a dizer: vão-se foder. Todos. De uma ponta à outra.

Desde que este pequeno, mas maravilho país se descobriu de corda na garganta com dívidas para a vida nunca me insurgi. Ouvi, informei-me aqui e ali. Percebi. Nunca fui a uma manifestação. Levaram-me metade do subsídio de Natal e eu não me queixei. Perante amigos e família mais indignados fiz o papel de corno conformado: “tem que ser”, “todos temos que ajudar”, “vamos levar este país para a frente”. Cheguei a considerar que certas greves eram uma verdadeira afronta a um país que precisava era de suor e esforço. Sim, eu era assim antes de 6ª feira. Agora, hoje, só tenho uma coisa para vos dizer: Vão-se foder.

Matam-nos a esperança.

Onde é que estão os cortes na despesa? Porque é que o 1º Ministro nunca perdeu 30 minutos da sua vida, antes de um jogo de futebol, para nos vir explicar como é que anda a cortar nas gorduras do estado? O que é que vai fazer sobre funcionários de certas empresas que recebem subsídios diários por aparecerem no trabalho (vulgo subsídios de assiduidade)?… É permitido rir neste parte. Em quanto é que andou a cortar nos subsídios para fundações de carácter mais do que duvidoso, especialmente com a crise que atravessa o país? Quando é que páram de mamar grandes empresas à conta de PPP’s que até ao mais distraído do cidadão não passam despercebidas? Quando é que acaba com regalias insultosas para uma cambada de deputados, eleitos pelo povo crédulo, que vão sentar os seus reais rabos (quando lá aparecem) para vomitar demagogias em que já ninguém acredita?

Perdoem-me as chantagem emocional senhores ministros, assessores, secretários e demais personagem eleitos ou boys desta vida, mas os pneus dos vossos BMW’s davam para alimentar as crianças do nosso país (que ainda não é em África) que chegam hoje em dia à escola sem um pedaço de pão de bucho. Por isso, se o tempo é de crise, comecem a andar de opel corsa, porque eu que trabalho hé 11 anos e acho que crédito é coisa de ricos, ainda não passei dessa fasquia.

E para terminar, um “par” de considerações sobre o vosso anúncio de 6ª feira.

Estou na dúvida se o fizeram por real lata ou por um desconhecimento profundo do país que governam.

Aumenta-me em mais de 60% a minha contribuição para a segurança social, não é? No meu caso isso equivale a subsídio e meio e não “a um subsído”. Esse dinheiro vai para onde que ninguém me explicou? Para a puta de uma reforma que eu nunca vou receber? Ou para pagar o salário dos administradores da CGD?

Baixam a TSU das empresas. Clap, clap, clap… Uma vénia!

Vocês, que sentam o já acima mencionado real rabo nesses gabinetes, sabem o que se passa no neste país? Mas acham que as empresas estão a crescer e desesperadas por dinheiro para criar postos de trabalho? A sério? Vão-se foder.

As pequenas empresas vão poder respirar com essa medida. E não despedir mais um ou dois.

As grandes, as dos milhões? Essas vão agarrar no relatório e contas pôr lá um proveito inesperado e distribuir mais dividendos aos accionistas. Ou no vosso mundo as empresas privadas são a Santa Casa da Misericórdia e vão já já a correr criar postos de trabalho só porque o Estado considera a actual taxa de desemprego um flagelo? Que o é.

A sério… Em que país vivem? Vão-se foder.

Mas querem o benefício da dúvida? Eu dou-vos:

1º Provem-me que os meus 7% vão para a minha reforma. Se quiserem até o guardo eu no meu PPR.

2º Criem quotas para novos postos de trabalho que as empresas vão criar com esta medida. E olhem, até vos dou esta ideia de graça: as empresas que não cumprirem tem que devolver os mais de 5% que vai poupar. Vai ser uma belo negócio para o Estado… Digo-vos eu que estou no mundo real de onde vocês parecem, infelizmente, tão longe.

Termino dizendo que me sinto pela primeira vez profundamente triste. Por isso vos digo que até a mim, resistente, realista, lutadora, compreensiva… Até a mim me mataram a esperança.

Talvez me vá embora. Talvez pondere com imensa pena e uma enorme dor no coração deixar para trás o país onde tanto gosto de viver, o trabalho que tanto gosto de fazer, a família que amo, os amigos que me acompanham, onde pensava brevemente ter filhos, mas olhem… Contas feitas, aqui neste t2 onde vivemos, levaram-nos o dinheiro de um infantário.

Talvez vá. E levo comigo os meus impostos e uma pena imensa por quem tem que cá ficar.

Por isso, do alto dos meus 32 anos digo: Vão-se foder."


Texto de Ângela Crespo retirado daqui.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Problemas de comunicação e o vasto leque de sinónimos que elas sabem e eles tentam compreender




Depois de ler este post da minha amiga AC, a que ela intitula de “Problemas de comunicação…” eu acrescentava “Problemas de comunicação e o vasto leque de sinónimos que elas sabem e eles tentam compreender”.
Tal como ela descreveu e como podemos constatar um Nada numa mulher pode dizer mil e uma coisas, mas nunca, nunca quer dizer simplesmente NADA.
Sem dúvida que desmistificar estas pequenas palavras nas mulheres é de uma competência extrema que não está ao alcance de qualquer homem. Primeiro porque nem todo o homem se dá a esse trabalho, e por vezes mesmo quando se dão e percebem dá-lhes jeito fazer que não perceberam.
Mas, mais que perceber a palavra, é perceber a expressão e o tom com que a referida palavra, neste caso o referido NADA, é pronunciado. Embora a referida palavra seja a mesma, e por vezes a intenção e o significado que transporta é o mesmo, a expressão e o tom com que é pronunciada difere de mulher para mulher. Tentar perceber isto em todas as mulheres é simplesmente impossível, por isso para se tentar perceber isso numa específica mulher, que já por si só, é uma tarefa que exige uma dedicação extrema e uma atenção inigualável a esse maravilhoso e complexo ser que é a mulher é algo de uma perícia quase sobrenatural. Mas não é impossível.
Por exemplo quando um homem pergunta a uma mulher a famosa pergunta “ O que é que tens?” e ela nos responde um estrondoso e sonoro NADA é óbvio que o que ela nos respondeu foi um estrondoso e sonoro TUDO, pois nada é mesmo o que ela não tem, pois tem tudo e o que temos de descobrir (SEM PERGUNTAR DIRECTAMENTE) é o que realmente a preocupa, afecta ou transtorna. Naquele momento ela pode nem te querer ver à frente, e ai tens de saber esperar (sem nunca esquecer de voltar) que aquele vulcão em erupção abrande e então nessa altura tentar perceber a razão pela qual a mesma se encontrava naquele estado de detonação. Mas pode também estar à espera de que te preocupes com o que a incómoda, quer ver até onde é que vais, o quanto te preocupas para descobrires quais são as suas inquietações, quer perceber até onde é que tu te esforças para resolveres o problema dela, que por vezes nem ela sabe qual é… ainda! Nunca menosprezes o poder de uma mulher a encontrar problemas, mesmo onde eles não existam, ou onde tu pensas não existir.
Mas, não pensem os homens que isto basta. Depois de conseguirmos superar esta difícil e árdua tarefa de conseguir desmistificar o que realmente a atormenta, vem o talento de saber o que responder, perguntar ou até mesmo perceber quando é o momento para falar ou ficar calado. Primeiro nunca, mas NUNCA se pergunta a uma mulher o que é que ela tem, quando já de antemão percebemos que ela está incomodada com qualquer coisa. É o mesmo que carregar no gatilho da arma que já está apontada na nossa direcção. Se cairmos no erro de lhe perguntar o que é que ela tem e ela responder o já acima referido estrondoso e sonoro NADA, nunca, mas NUNCA lhe perguntar porque é que está a gritar. Pois acabámos de declarar guerra e por muito que façamos já não te ouvem, já só existe um objectivo. ATACAR!
Nunca, mas NUNCA, se responde ao NADA dela com um “OK!”
Pois não está nada OK, aquele NADA não era nada, como já antes referi, aquele nada é TUDO. Ela quando disse NADA, não quer que tu aceites o nada, não quer que te cales, não quer que te vás embora, isso para ela é indiferença, insensibilidade. Ela quer discutir, ela quer explicações, soluções, ela quer que tu admitas o erro, mesmo que não tenhas errado, ela quer que adivinhes o que ela está a pensar, mesmo sem saberes que existe algo para decifrares, ela quer justificações, mesmo sem saberes o que tens de justificar, ela quer um culpado… TU!
Este tipo de respostas, réplicas, reacções ao NADA dela é puro suicídio. Há que tentar com outro tipo de abordagens, mas nunca numa pergunta directa tentar perceber qual é a razão da mesma estar assim. Temos de tentar explorar terrenos seguros, ou seja, os caminhos em que sabemos que ela é mais vulnerável, os temas que ela mais aprecia e que mais a acalmam, e que mais se sente confortável. Dessa forma, com calma e paciência, conseguimos perceber o que a incómoda e então calmamente explorar o assunto e ter um diálogo dentro do razoável, com fortes probabilidades de as coisas acabarem bem, e se realmente tivermos sucesso, ninguém como uma mulher para vos dar o referido prémio de satisfação por termos conseguido desfazer todas as dúvidas e problemas que lhe ocupavam a mente.


PS: Com isto não quero dizer que eu consiga sempre compreender o que quiseram dizer com o NADA ou outra qualquer palavra, dita nos mesmos moldes, e nem quero dizer que consiga sempre levar a conversa a bom porto. Mas sei que por estes caminhos já consegui por algumas vezes, extinguir aquele fogo todo que ardia na minha direcção e com sorte transforma-lo num outro fogo que muito prazer me dá nele queimar. :-)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Confiante…



…caminho pelo passado, procurando encontrar o futuro, seja ele qual for.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012


Difícil não é encontrar uma mulher com quem eu goste de dormir, difícil é encontrar uma com quem eu goste de acordar.



Sempre gostei de acordar contigo.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Amizade




A amizade é um amor sem casamento, que nunca dá em divórcio.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O Coração




O coração é como uma casa de várias divisões. 
Da rua para o hall de entrada deixamos entrar os conhecidos. Muitos aí permanecem, outros voltam a sair para a rua e outros, ainda, entram na divisão seguinte. A esses apelidamos de amigos. Nessa divisão encontramos três portas, uma para a rua, outra de volta ao hall de entrada e ainda outra que dá acesso à divisão seguinte. Nessa divisão entram alguns amigos que por diversos factores passam a ter um destaque maior na nossa vida. Aqueles por quem nutrimos um carinho maior e os sentimos mais próximos. Esta divisão tal como a anterior, tal como a seguinte e tal como as que infinitamente poderão surgir, são compostas pelas mesmas três portas, a da rua, a que dá acesso à divisão anterior e a que dá passagem à divisão seguinte. A dos amigos que amamos.
Sim! Amamos!
Porque gostar muito de um amigo ou de uma amiga, sentir a sua falta e saber que estão presentes quando precisamos, quando estamos mal, ou menos bem, e sentir a necessidade de fazer o mesmo por eles, de estar presente nos momentos em que estes necessitam de um abraço, de um ombro, de uma palavra ou simplesmente de uma presença, é uma forma de amar.
A divisão seguinte é especial e só tem lugar para um. É para aquela pessoa com queremos partilhar a vida, aquela pessoa que preenche a parte de nós por completar, aquela que nos faz deixar de dizer EU e passar a dizer NÓS.


Este pensamento poderia acabar aqui, mas não acaba porque esta, ou estas como vão poder constatar a seguir, é ou são as divisões mais importantes e as mais indecifráveis do coração.


Tal como nas outras divisões continua a existir três portas, uma para a rua, porque a qualquer momento e em qualquer divisão essa pessoa pode sair de vez para nunca mais voltar e se por algum motivo for possível voltar terá de recomeçar todo o processo de novo, outra para a divisão anterior e ainda outra para uma divisão seguinte, e assim sucessivamente e infinitamente.
A diferença da próxima divisão para com a que lhe antecede é no seu tamanho. É maior. Portanto, o amor que se sente por uma pessoa está constantemente a engrandecer ou a atenuar, dependendo única e exclusivamente da forma como é tratado, cuidado, alimentado ou vivido. Admitindo certo este meu raciocínio podemos dizer que o tamanho desse amor é proporcional ao tempo por nós dedicado ao mesmo, podendo esse amor simplesmente desaparecer, extinguir-se ou inversamente atingir proporções desmedidamente inclassificáveis. Nunca poderemos afirmar ou garantir que amamos mais ou menos que o outro, mais ou menos que amanhã ou mais ou menos que ontem. Sabemos sim, que se esse amor cresce infinitamente e a divisão em que se encontra já não é suficiente para tanto amor, tem de passar à divisão seguinte e assim sucessivamente. Se suceder o inverso, se esse amor não é alimentado, se é por nós negligenciado, esquecido, precisa de uma divisão mais pequena para ainda se sentir amor, recuando assim para a divisão anterior. Depois e de uma forma incompreensível e até mesmo racionalmente inatingível a todo este meu pensamento, existem outras ainda, que inexplicavelmente estacionam lá, na ultima divisão possível para o amor, imóveis e mudas, escusando-se a sair.
Talvez porque não queremos que saia, talvez porque esse amor carece de alimento, talvez porque é ali que se sente amado, talvez porque ele não quer sair, talvez porque pertence ali, talvez porque sim e talvez… porque não?
Não sei!