Bem vindos ao meu espaço

Após algum tempo a navegar neste mundo de blogosferas, dei por mim ai e ali a escrever o que se pensa aqui… resolvi então criar o "Coffee Break e 3 linhas de conversa", o lado mais dia-a-dia, o lado mais soft, talvez o lado mais “santo” de Santo&Pecador. Serve este blogue, como o próprio nome o diz, para fazer uma pausa e escrever 2 ou 3 linhas sobre aqueles pensamentos, ideias e momentos (bons, maus ou mesmo aqueles assim-assim) que nos surgem durante o dia ou da noite. Vou tentar assim com as vossas opiniões e com algumas, saudáveis, discussões que por aqui vão ficando, tentar enriquecer e melhorar o meu padrão de vida e algo mais…



Logo estão todos convidados para um Coffee Break e 3 linhas de conversa,

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Perdido...



Perdido...
Nesta vontade de viver
e no medo de sofrer
Nesta vontade de amar
e o de nesta falta calar
Neste querer de te ter
e no risco de sofrer
Nesta passada certa
e no sentir desta dor deserta
Revolto-me num grito sem voz
convicto de existir um Nós





Adriana - Sonhos de papel

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A vida é o caminho...
...não o fim do caminho!


Tem dias em que por um motivo inexplicável e sem qualquer razão aparente penso (de)mais; ou porque não está sol, ou porque chove, ou porque estou sozinho, ou porque sinto falta de alguém ou de algo, ou porque talvez esteja carente, ou simplesmente porque sim, porque a natureza e o meu estado de espírito assim o determinam.
Nesses dias penso na vida, na minha vida e nas vidas que fizeram e fazem parte dela. São essas vidas, as que chegam e ficam, as que partem e não voltam mais, as que passam e seguem, as que permanecem, as que descubro e as que ainda não sei se surgem, que redigem a minha história. No reconstruir desta história de vida, percorro as memórias do passado, passo por aquelas de há muito tempo, por aquelas de há pouco tempo, pelas de ontem e até pelas do presente que neste momento já são passado. Recordo, feliz, as coisas boas e os momentos inesquecíveis, que, por vezes, foram um fim-de-semana, um dia, uma hora, até mesmo um escasso minuto ou um expressivo segundo. Relembro as coisas más, repenso no que aprendi com elas, no que me custaram, no que ainda me doem, nos obstáculos que superei, nas dificuldades que passei, nos desgostos e desamores que já foram e nos que ainda perduram. Neste misturar de pensamentos entre o que tive de bom e mau, percebo que grande parte do sofrimento e da dor, que senti e ainda sinto, advêm de momentos de enorme felicidade e alegria. Os melhores momentos, os inolvidáveis, foram sem dúvida os que me deixaram as melhores memórias mas também os que me condenaram a uma dor maior. Foi o fim-de-semana memorável, o dia inesquecível, a hora apaixonada, o minuto eterno e aquele segundo mágico que me doaram uma eternidade de sofrimento. Mas... voltaria a viver tudo outra e outra e, ainda, mais outra vez, não lhes mudava nem um único pormenor, pois já não seriam os mesmos se lhes alterasse fosse o que fosse.
Porque, pior que toda esta dor que fica é a ignorância de como teriam sido esses momentos. A vida é isto, é feita de altos e baixos, de amores e desamores, de paixões e desgostos, de dificuldades, obstáculos para ultrapassar, de lágrimas para chorar, de sorrisos para dar, de coragem para perdoar e pedir desculpas, de paisagens para desfrutar, de pessoas e momentos para amar.
A felicidade, que é o que todos procuramos, é a vida. A vida vivida com todos os seus defeitos e feitios. Encontramo-la no caminho da vida, em cada etapa, em cada passo e em cada vivência.
A vida é a nossa maior felicidade, e, a vida é o caminho e não o fim do caminho.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Poema de Natal


No trabalho, alguém disse a alguém, que disse a alguém que eu escrevia. Esse, alguém pediu-me se poderia escrever algo para apresentar numa celebração de natal.
Escrevi um poema de natal que com muito agrado ouvi ser lido, para a assistência, por alguém que conseguiu captar na íntegra a mensagem do poema por mim escrito.
O poema é este:

Natal é o dia de …
Encontrar a felicidade no beijo perdido
Esconder as dores na dádiva do amor
Reencontrar o abraço por vezes esquecido
Colorir os nadas do dia de viva cor
Calar o orgulho no pedir das desculpas
Recordar os que faltam no cair da lágrima
No agasalho de um abraço iludir as tristezas
Trazer à tona aquela paz mais íntima
Contemplar no perdão uma maravilha
Libertar sorrisos no trocar das prendas
Travar o tempo no viver da partilha
Depreender o uso do verbo amar
Gritar amor e deixar calar as saudades
No sorriso dos outros o nosso esboçar
Encurtar gerações no misturar das idades
Na procura do bem remediar o mal
Evocar alegrias no contar das histórias
Ser criança no colorir da árvore de natal
Pedir ao coração uns toques de magias
Porque no natal é dia de…
Lembrar como devemos ser todos os dias

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Existem olhos que olham e aqueles que vêem...


... eu vejo-te!


Adriana - Pior que perder


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Silêncio...


...sei que sou melhor com as palavras escritas do que com as faladas...mas sei que sou muito melhor com as que digo em silêncio...


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Há um ano...


Porque hoje faz um ano, que num maravilhoso e inesquecível dia, esta melodia tocou só para mim…



Yann Tiersen - Comptine d'un autre ete l'apres midi

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Vento...


Que bem sopra o vento
espalha-me as palavras
sopra assim bem lento
para as ouvires sussurradas



The Low Anthem - Charlie Darwin

sexta-feira, 25 de novembro de 2011


Porque os que nos julgam nem sempre são os que estão certos…


…e porque se erramos, é porque estamos a tentar fazer melhor.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

 Quando o que é certo é o que está errado...



... e quando o que é errado é o que está certo.


Ryam Adams - Desire

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mergulho...



mergulho
num coração pintado de dor
no preto e branco
num cinza vazio de amor
cheio de nada
ofereço a minha cor
nessa falta desesperada
cubro o receio
dessa vida assustada
medos que leio
nesse triste viver
agarro-me aos detalhes
para te tentar renascer



Gotye - Hearts a mess

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Porque há coisas fantásticas...




Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu
E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
O sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu
Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Vidas




Todos os dias acordamos, perdemos o mesmo tempo nas mesmas rotinas diárias, percorremos os mesmos percursos, lidamos com as mesmas pessoas, almoçamos no mesmo local e repetimos mais um interminável número de “mesmos” ao que chamamos viver. Acomodamo-nos a esta nossa hipnose de sobrevivência, convencidos que é viver.
Esporadicamente e em alguns momentos do nosso viver, como por exemplo, quando nos juntamos com verdadeiros amigos para um jantar, conseguimos nos libertar da máscara, que insistimos em usar todos os dias, para mostrar ao mundo a imagem que criamos para esse, mesmo mundo ver. Teimamos em esconder o nosso verdadeiro eu e continuar a sobreviver no palco do teatro que montamos.
No entanto existem momentos mágicos, em que dizemos as maiores parvoíces e rimos de nós próprios, sem medo da crítica, sem sequer pensarmos no que é dito. Sentimos, simplesmente o sabor de falar sem pensar, sem sentir a pressão dos “juízes” que diariamente temos ao nosso redor. Saber que não existem consequências graves nas parvoíces que dissemos, porque sabemos que quem nos ouve, nos conhece, respeita e gosta de nós tal e qual como somos. Ama-nos as qualidades e os defeitos, ama-nos todo o nosso eu.
Temos rasgos de um sabor único da vida, com o sorriso dos nossos filhos ou com a música que sai da voz deles, onde vamos buscar forças e coragem para tudo. São eles que nos fazem resistir a tudo, é por eles que ultrapassamos obstáculos nunca antes passados, são eles, sem dúvida, a maior razão do nosso viver.
Depois surgem aqueles momentos de interferência com outras vidas, onde nos apercebemos que existem mais vidas como a nossa, mais vidas que tem o mesmo viver que o nosso, a mesma sobrevivência, a mesma vontade de sonhar, agarrados a outras vidas idênticas às que estão agregadas a nós.
Na amplitude desse momento, do cruzamento das nossas vidas com o conhecimento dessas outras vidas, em que nos questionamos sobre a possibilidade, de unir a nossa vida a uma vida dessas que vive, por vezes distante, num universo diferente, mas num viver em tudo paralelo ao nosso. Perguntamo-nos se o unir destas duas vidas, não seria o unificar de dois sonhos em tudo iguais, num só. Libertávamo-nos das vidas que nos aprisionam o sonhar, que nos limitam o viver atirando-nos para a nossa simples e humilde existência.
Duvidamos se não estaremos a trocar uma rotina por outra.
É verdade!
No entanto não sabemos. Só saberemos a resposta se tentarmos conhecer essas vidas, trocar ideias, palavras, escutar os seus problemas também, sentir os seus sonhos, viver as suas alegrias e perceber se em tudo são harmonizáveis com os nossos sonhos e o nosso sentir.
Depois vamos viver, apaixonarmo-nos todos os dias, não ter medo de nos fartar, não ter vergonha de nos amar, de não esquecer de nos beijarmos todos os dias, não passar para segundo plano o tempo de nos amimar, de entender que temos de dizer que nos amamos quando queremos e nos apetece, mostrar o nosso agrado e a nossa satisfação quando os recebemos, contribuído assim diariamente para continuarmos apaixonados e fazer das nossas vidas, a nossa vida!

Let's dance?


Nouvelle Vague - Dance With Me

"
Let's dance little stranger
Show me secret sins
Love can be like bondage
Seduce me once again"

Do presente para o futuro



A intensidade vivida no presente será reflectida no viver do nosso futuro.


Como me disse uma amiga : "Sou esquisita... gosto de coisas simples!"

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O meu amor

Escrevi este texto há mais de um ano, se o escrevesse hoje, não mudava uma linha.


"Amor infinito" de Alfred Gockel


Amor, amizade, paixão… tantas e tantas vezes se confundem, tantas e tantas vezes se alteram. Tento perceber o que será cada uma delas, onde interagem uma com a outra, onde diferem uma da outra, os motivos que as levam a findar ou a começar.
Tento entender o que leva uma paixão passar para amor, ou o amor virar amizade.
Depois de ouvir um “Amo-te, mas já não estou apaixonada por ti”, dei comigo a pensar e a questionar a possibilidade de isso ser possível. Sinto que vivo numa interminável busca de explicações e a ausência de resposta inquieta-me e leva-me a medir, pesar, articular, desconstruir, reconstruir, decifrar, comprovar, reaprovar, e tal como na ciência as respostas surgem quando verdades pré-elaboradas são derrubadas. Verdades pré-elaboradas por todos nós que usamos como justificação para a falta de amor.
Todos me dizem que aquele amor platónico, que faz borboletas na barriga, que faz parar o mundo, aquele em que nos sentimos alegremente parvos, tende em acabar.
Mas esse “amor” não é amor. É paixão, é aquela fome desmedida de se estar e ter, aquele fogo interior que arde de desejo e loucura pelo outro, é toda aquela vontade inicial de todo o romance, que inevitavelmente, não direi que acaba, mas que resfria.
A paixão arrefece e fica uma grande amizade, misturada com alguma intimidade, nomeadamente o sexo, a que chamamos de amor.
Pois eu a esse amor chamo tédio. Amor é o que vem depois da paixão e antes do tédio.
O amor do fulano, do beltrano, as histórias de outrem, a viver dos outros, não é o meu amor.
O meu amor, o amor que eu acredito, aquele que eu busco, que já provei, é outro, é diferente, é observar um gesto teu, o mais banal que seja, e ficar simplesmente a adorar-te, só porque me sabe bem.
É ouvir o som da tua voz e encantar-me com a melodia da mesma, somente porque me sabe a música.
É colocar o corpo no teu lado da cama, para absorver o calor do teu corpo, perfumar-me com o odor abandonado na almofada por ti, depois de te levantares.
É sentir a maior felicidade do mundo quando uma atitude ou um gesto meu, fazem soltar um sorriso na tua cara.
É sentir uma dor insuportável por dentro, quando vejo uma lágrima a percorrer o teu rosto.
É sentir a necessidade de estar presente, não porque é a minha obrigação, mas sim porque naquele momento não me sinto mais feliz em qualquer outro lado do mundo, como perto de ti.
Este é o meu amor. Definido, caracterizado, particularizado, diferente que quaisquer outras experiências transactas ou vindouras, é único, é simples, é autêntico, é cruel, é amargo, é delicioso, é penoso, faz-me sorrir, é um flagelo, é conforto, é vício, é tempero, é sofrimento, é o ideal, é o meu, é o nosso… quando chegares!



"Ideal seria que todas as pessoas soubessem amar, o tanto que sabem fingir"

Bob Marley






Ben Harper - waiting on an angel

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Palavras minhas em livro



Pela primeira vez, vejo as minhas palavras publicadas em livro.

Foi com grande orgulho e satisfação que vi a minha participação literária no “Arte Pela Escrita IV” – Editora Mosaico da Palavra

Obrigado Pedro, pelo convite.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Mudança

Quando oiço dizer coisas tipo, as pessoas não mudam.
Penso: Tudo muda!
O planeta muda, o tempo muda, o relógio não pára.
Muda o ano, muda a vida, mudam os corpos, mudam as pessoas, mais uma vez; tudo muda!
Pois a mudança é natural e a única constante em toda a ciência, é a mudança.
As pessoas mudam e fazem mudar toda a vida que os circunda, unindo-se, separando-se, morrendo, nascendo, preocupando-se, despreocupando-se, auxiliando, prejudicando, irritando, tranquilizando, desprezando, acarinhando, amando, odiando, apaixonando-se, desapaixonando-se, etc.
Toda essa mudança depende da forma como fazemos as coisas acontecer, não simplesmente como acontecem.
É a maneira como as pessoas tentam, não como fazem, isso é natural.
A forma como chegamos a elas, não a forma como deixamos que as coisas sejam, o que simplesmente são.
A forma como, alojamos as velhas memórias, más ou boas e criamos umas novas.
A maneira como insistimos e acreditamos, apesar de todas as possibilidades científicas, prove que nada nesta vida é permanente, a mudança é constante.
Como é que as experiências vividas nos mudam, depende de nós.
Podemos sentir como que morremos, ou podemos sentir como uma 2ª oportunidade de vida.
Levamos de bandeja, nas palmas das nossas duas mãos juntas e em forma de concha, os arrependimentos, angustias, revoltas, mágoas, dores, etc. Se abrirmos os nossos dedos de tais fardos, deixamo-los ir.
Sentimo-nos com toda a adrenalina, necessária para viver.
Tal como a qualquer momento, podemos perder ou ganhar, podemos ter outra oportunidade de vida.
Tal como a qualquer momento, podemos morrer ou voltar a nascer.



Backed Into The Corner by Amy Stroup

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Momentos...


O abraço amigo do meu irmão, aquelas musicas que sinto, o picado nos discos de vinil, os livros que me fazem pensar, reflectir e por vezes revoltar-me interiormente, um filme com mensagem muitas vezes só descodificada por alguns, brincar e rir com os meus filhos, jantar em casa dos amigos, amigos em casa a jantar, o ultimo gole de um copo de vinho tinto, a imperial no Campino a pensar que a segunda vai chegar sem eu ter que a pedir, uma conversa/café/jantar a dois em que o tempo apenas descansa, não acontece. O meu Barreiro, a nossa Lisboa, a Barcelona de todos, Snowbord nos Alpes, o sol na neve, o pôr-do-sol sobre o mar, contemplado numa esplanada com uma boa bebida e a companhia perfeita. Ouvir falar francês e italiano, o jogo Portugal x Inglaterra, o banho após o treino, o verão de 1998, aquele(s) fim-de-semana no Porto, um beijo sem pressa, preliminares sôfregos, sexo apaixonado, os toques cúmplices e ternos de quando se ama, ouvir-te gozar, sentir que me desejas… apaixonar-me!

Momentos!

... momentos que dão razão ao meu viver!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Valores...


Existem determinados valores que se vão perdendo com a idade. São instintivos numa criança, mas raros num adulto. Cabe a cada um de nós, esforçar-se por manter a criança que existe em nós.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Palavras que doem...


Se são as palavras que se soltam da boca de um filho, as que maior alegria nos proporcionam, também, são as que maior dor nos causam… mesmo sabendo que tais palavras não são nem intencionais, nem sentidas. Simplesmente, pura inocência.
Tenho saudades de ter saudades…



… e não saudades destas minhas saudades.

I hate you but I love you (acoustic live) by Russian Red

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

As coisas podem ser tão simples... nós é que por vezes as complicamos.





"Reasons to Love You" by Meiko

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Between Us



"Between Us" by Peter Bradley Adams


"
Hey stranger or may I call you my own
I know I don't know you, but there's somewhere
I've seen you before
Whatever your name is, whatever you do
There's nothing between us I'm willing to loose

Just call me if ever our paths may colide
I want you to call me under these darkened sky's
Whoever you love, whoever you kiss
The wandering between us I'm willing to miss

Now I'm drifting out over deep oceans
And the tide won't take me back in
And these desperate nights I'll call you again
and again

There's a comfort, comfort in things we believe
Other than danger, wanting the things I can't
see
Wherever you live now, wherever you walk
This distance between us I'm willing to cross

Now I'm drifting out over deep oceans
And the tide won't take me back in
And these desperate nights I'll call you again
and again

Now I'm drifting out over deep oceans
And the tide won't take me back in
And these desperate nights I'll call you again
and again

Hey stranger or may I call you my own
I know I don't know you, but there's somewhere
I've seen you before."

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Vou escrever-te uma carta.


Vou escrever-te uma carta.

Vou improvisar linhas em papel branco, deixar a lapiseira fluir, sem parar, evitando assim esconder-me nas entrelinhas.

Vou escrever o que não te consigo dizer, para conseguires ouvir o que não consegues escutar.

Vou despir os meus desejos no papel, desenhar beijos na minha caligrafia, tentar tocar-te até os dedos me esgotarem e os lábios calarem.

Vou mergulhar nesta folha, para que possas arrancar o sabor do meu corpo.

Vou agarrar as palavras, cozer as letras no branco do papel, para não se rasgarem com o tempo.

Vou dizer-te para regares os sonhos, que cultivo em ti.

Pedir-te para não pensares que não sou… deixar as palavras desvendar os meus segredos.

Pedir-te para leres e sentires o que o papel não vai esquecer.

Vou tocar as letras, bailar nas palavras, para dançares na leitura.

Vou gritar palavras para que não se percam no silêncio.

Vou escrever-te uma carta,

porque é mais fácil falar no papel do que escrever com a boca.



sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Para se receber temos de dar...


Existem pessoas que quando choram a perda de um amor, na verdade estão a chorar a perda de uma dependência. Não é o carinho, o abraço, o beijo, a partilha ou até mesmo a cumplicidade que tem falta, mas sim aquele hábito de ter quem lhe resolva os problemas.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Tem dias que a tua voz persiste em mim…




… não a consigo calar, mas tento não a ouvir.


domingo, 4 de setembro de 2011

For Emma

Simplesmente lindo!




Bon Iver - For Emma (a cappella)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Jantar & Amigos


O prazer de um excelente jantar com amigos, só está ao alcance da qualidade desses mesmos. Eternizar aquele final de tarde e principio de noite, quando o sangue já escasseia no meio do álcool, com as gargalhadas e histórias repetidas pela milésima vez, saboreadas como se nunca tivessem sido ouvidas, eliminando as tristezas e angústias que possam existir, são momentos ímpares.
Aquela ultima garrafa de tinto que faz parar o tempo e nos coloca numa indiferença perfeitamente compreensível, que nos faz rir, chorar, abraçar e beijar com todo o tipo de carinho permitido entre verdadeiros amigos, é dos sentimentos mais sublimes que eu posso ter.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O Escritor


Porque hoje alguém me perguntou a razão pela qual eu escrevia, deixo aqui um texto que escrevi há uns tempos:

"
Quem escreve sabe que o escritor se esconde e se mostra no meio das suas palavras, nas entrelinhas. Faz delas o seu abrigo, o refúgio onde agasalha a nudez da sua própria alma. Na divagação do que passa para o papel, assume papéis do que é, e vive, do que gostaria e sonha ser. Encarna pessoas, finge ser o outro, finge falar do outro, baptiza personagens, mistura estados de espíritos e personalidades que conhece e admira, ou mesmo seres que venera.
Ao escritor é permitido escrever sobre qualquer coisa, em qualquer lugar e na companhia do que desejar. Pode escrever sobre amor no meio de uma catástrofe acompanhado pelas labaredas de um fogo homicida, sobre um desgosto numa casa na montanha acompanhado dos flocos de neve que pintam de branco a paisagem existente.
Escreve sobre tudo e sobre o nada, sobre um copo que se esvazia ou uma vela que se acende. O escritor vive duas vezes, o que sente e captura nos detalhes que passam a todos despercebidos e depois quando os conduz para o papel, dando-lhe o seu toque pessoal, o seu ADN, transportando toda a sua emoção e sentimento nas palavras e nas frases que regista.
O escritor observa o mundo á sua volta em slowmotion, provoca diálogos, questiona certezas e dúvidas, aprofunda sentimentos, mergulha nas emoções e nos enigmas de quem o rodeia na pesquisa de detalhes para a sua história, na busca da inspiração para o enredo, na procura da paixão para o seu romance ou poesia, reportando no papel as suas vivências, sonhos e fantasias e por vezes vivências, sonhos e fantasias de outros que tanto o estimularam.
Neste jogo de cores, entre o branco do papel e o preto da tinta, o escritor deixa, sempre, escapar um pouco de si em cada linha, em cada vírgula ou pausa, em cada ponto final ou parágrafo."

domingo, 21 de agosto de 2011

Se existe...


Se existe opção
Boa e má
Se existe história
Verdade e falsa
Se existe razão
Certa e errada
Se existe querer
Muito e pouco
Se existe lutar
Perder e ganhar
Se existe céu
Sol e lua
Se existe cor
Clara e escura
Se existe destino
Azar e sorte
Se existe momento
Junto e só
Se existe sentir
Ódio e amor
Se existe tempo
Antes e depois
Se existe limite
Tudo e nada
Se existe vida
Inicio e fim
Se existe tudo
Sonho e real
Existe nós
Eu e tu

Existências que se conquistam.





A intensidade e cumplicidade antes do sentimento, são existências que se conquistam, não acontecem de uma hora para a outra e não as descobrimos antes do fim do dia.
Precisamos de nos encontrar, contrariar alguns ventos do norte e nas tempestades que nos surjam, caminhar na sombra da chuva* e esperar para ver o que de melhor o outro tem para nos dar, assim como o que de melhor temos para lhe dar e esperar que o tempo nos desvende a razão pela qual nos colocou na mesma estrada e nos diga se, progredimos no mesmo sentido ou no sentido oposto.


* "caminhar na sombra da chuva" - expressão "roubada" do livro da minha querida amiga Margarida

Stranger


O que dizer do que nunca tive?
Uma paixão que caiu antes de se erguer
Um sonho sonhado, mas não tocado
Uma flor que brotou sem nascer
Uma mão que se estende mas não me assiste
Uma janela que se fechou e não se abriu mais.
Uma realidade que desconheço, mas que sei que existe.
Recordar sensações imaginadas, mas reais.

Recordar o quê?
Se aqueles lábios não provaram os meus lábios.
Se carícias não foram dadas, nem sussurros trocados.
Se conversas foram cortadas e sorrisos imaginados.

O que posso eu fazer?
Se o mais ardente dos desejos, ficou na imaginação.
Se o mais puro e belo encanto ficou no coração.
Se os momentos a dois não passou de uma nossa criação.

Apenas no meu sonho tu te fizeste ver
Pois na verdade serás sempre Stranger

sábado, 20 de agosto de 2011

Espontaneidade agregada à qualidade

Mala Vida cover by Nouvelle Vague, Mareva Galanter & Liset Aléa, enquanto esperavam no Aeroporto de Paris...




Quando se transpira qualidade musical e se ama o que se faz, as coisas simplesmente acontecem de uma forma natural, a qualquer hora e em qualquer local… e sai perfeito.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Encruzilhada



A vida é uma encruzilhada em que a escolha do caminho a seguir é o primeiro passo para uma incerteza…

O principio de,
ou o fim de…

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

sábado, 6 de agosto de 2011

Amor



" O amor é como uma carta encriptada, poucos o descodificam e mesmo os que conseguem nunca estão seguros de estarem correctos."

by Jorge Silva in "Um diálogo no escuro"

domingo, 31 de julho de 2011

A cor!



"
O azul desejava atingir o verde, só assim encontraria a felicidade, era no verde que estava o seu amor.
Ia segredando ao arco-íris, para lhe colocar no seu caminho a cor certa. No decorrer do seu percurso deparou com uma bela cor vermelha, que olhava para ele com um ar apaixonado e tentador. Achou-a atraente e depois de uma troca de palavras, achou-a simpática. Passados três pedaços de tempo estava apaixonado. Convidou-a a misturar-se com ele, dizendo-lhe que com ela queria chegar ao verde. Fizeram inúmeras combinações de azul com vermelho, umas vezes com maior percentagem de azul e menos de vermelho, outras com menos azul e mais vermelho, mas nunca conseguiram obter um verde. Após de mais de mil e uma tentativas, não conseguiram mais do que uma magenta, umas vezes mais escura, outras vezes mais clara, mas não era o verde que tanto ambicionava.
Continuou o seu caminho, na tentativa de encontrar outra cor, que o conduzisse ao verde, mas só encontrava cores vermelhas, uma vermelhas paixão, outras vermelhas mais tímidas, mas sempre vermelhas, independentemente de inicialmente se sentir apaixonado, não conseguiu, com nenhuma, atingir o verde.
No entanto, o azul não desistiu, começou a dar um pouco de mais atenção e tempo às cores que ia conhecendo, tentando perceber um pouco da sua cor interior, pois ele sabia que a cor não brilha no exterior, mas sim, lá dentro, no interior e só brilha na aproximação de uma outra cor compatível.
Foi naquele dia, sem procurar, sem pedir ao arco-íris que lhe desse qualquer cor, que ao longe a viu… era uma cor tímida, que de tanta timidez que carregava não se conseguia vislumbrar a sua cor. Junto dela, ainda sem perceber que cor era, viu nela o que antes ainda não tinha visto nas outras cores. O brilho interior que tinha, era de um amarelo tão puro, que lhe iluminava todo o seu azul interior. Foi naquele dia, naquela hora, naquele momento que percebeu que era ali que iria encontrar o seu verde… pois o seu azul só conseguiria atingir o verde com um amarelo. Ao invés das outras todas, que tinha sonhado, a combinação dos dois dava sempre um verde, uns dias mais escuro, outros dias mais claro, mas era sempre aquele verde.
O amor! "

by Jorge Silva

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Por mim, por ti ou pelos outros

Roubei este texto do Blog Amor Perfeito da Dina, uma mulher que, pelo pouco que vou lendo dela, já deu para perceber que é uma Mulher sensível e atenta aos pormenores.

Como se pode comprovar neste seu texto, uma mulher que ama o seu companheiro e que não descura as indispensabilidades de uma relação a dois.

Algo que as mulheres nunca deviam esquecer (e os homens também):


Mas há algo que me deixa espantada. Em tempos, estávamos três mulheres reunidas à volta de um café, quando uma amiga refere que ao fim-de-semana é dia de descanso por isso não gosta de se compor, já lhe chega durante a semana. Eu e a M., em uníssono, perguntamos-lhe «mas se durante a semana o teu marido não te vê, e quando te vê já estás em casa de fato de treino, não te apetece compor-te para ele ao fim-de-semana?». Ao qual nos responde que não, porque já se conhecem há muitos anos e por isso o marido já não precisa disso e sabe que ela tem que estar confortável. Se pode ser normal para certas pessoas para mim não.


É como se o marido fosse um dado adquirido, e não é preciso mais nada para o conquistar e manter a chama acesa. Lembrem-se que até os cachorros com trela olham para outro lado! E confortável não é sinónimo de desleixado. Nem sempre me apetece ao fim-de-semana vestir camisa e saltos altos. Mas sei que consigo ser hiper feminina de sabrinas e vestido. Ou de ganga e top. Ou de calções.
Também eu herdei um mau hábito de solteira. Sempre que chegava a casa, gostava de tomar banho e vestir algo mais confortável para cozinhar e não sujar a minha roupa. Por isso vestia roupa velha e larga. Até que um dia, às compras, mostro uma roupinha para andar só em casa ao marido e ele responde-me «compra, é agradável ao olhar», com aquele sorriso de satisfação que um homem põe ao imaginar a sua mulher vestida com certas peças. E pensei «alto lá, isto significa algo.» Por isso, não cometo o mesmo erro: mesmo para as limpezas ou cozinhar, tenho roupa bonita e feminina, para casa. Claro que não ando por lá de mini-saia e corpete. Mas sinto-me bem, estou confortável, e agrado à pessoa mais importante: aquela que amamos. Porque se afinal nunca vamos comprar pão ou deitar o lixo fora, sem nos vestir condignamente e pôr um pouco de rímel; porque é que o nosso homem não merece um pouco mais de cuidado?


Aqui vou eu...

De Lisboa vou fugir, vou pó sol...

... do Algarve.



PS: Falta 1 dia. :-)

terça-feira, 19 de julho de 2011

A vida é como uma arma pronta a disparar


chegou um tempo, um momento em que a vida não pode segurar
o que está feito, está feito, a vida é como uma arma pronta a disparar
uns vão chegar, outros vão partir, uns sempre ficar e outros nunca surgir
palavras ditas e não ditas, palavras que escrevem o que vou ou não sentir


paixões perdidas, paixões prometidas, misteriosas no entender do seu sabor
o sorrir de um vida inacabada, noutra de passado ferido, susceptíveis de um amor
uma canção silenciosa que se aproxima, com este incógnito desejo de tocar
no descobrir da comunhão de dois cúmplices corpos, sedentos de amar

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Mindinho Erecto


Todos nós temos tiques, manias, vícios e outros hábitos que fogem ao comum da pessoa com que nos identificamos ou nos identificam. O engraçado não é o facto de termos esses pequenos tiques ou vícios. Mas sim o facto de nunca repararmos neles, até alguém nos chamar a atenção.
Estava eu num bom momento de lazer, acompanhado de uma boa imperial e de uns bons amigos, quando uma amiga fez a inesperada observação ao meu amistoso tique, até agora por mim desconhecido. Para declarar ainda mais o tique como algo pessoal, até mesmo familiar - quiçá herdado nos genes – acrescentou que o meu irmão tinha esse mesmo tique. Por incrível que pareça, ou não, visto eu reconhecer ser um pouco (assim para o grande) distraído, também nunca tinha reparado que também ele era detentor deste nosso familiar tique.
Parece que tanto eu como o meu prezado amigo e irmão, temos por hábito de esticar o dedo mindinho, no acto de segurar o recipiente que usamos para ingerir a bebida que nos encontramos a beber. Sobretudo no instante em que transportamos esse mesmo recipiente à boca, nomeadamente, uma chávena no caso de ser café, ou como foi o caso, um copo, visto estar a beber uma imperial como já antes tinha referido.
Tendo em conta o prazer que tenho ao beber a bebida por mim escolhida, assumo que este casual elevar do dedo mindinho é um reflexo desse mesmo prazer.
Como a minha querida amiga disse, um caso único de “mindinho erecto”.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Porque sou de Lisboa e adoro o Porto.

E porque achei este videoclip lindo!



Apesar de ser de Lisboa e de amar Lisboa, tenho que vos confessar que pelo pouco que conheci e convivi no Porto, fiquei apaixonado.
Cada imagem que reconheço é um somar de momentos inesquecíveis.
Já há muito que reconheci nas pessoas do Porto uma hospitalidade incrível, mas só há pouco tempo é que tive o prazer de desfrutar um pouco da beleza da cidade.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Há coisa que eu não entendo


Hoje divorciei-me!
Apesar de ter sido de minha vontade esta separação, apesar de neste momento saber que é o que quero e pensar ser o mais acertado, faz-me confusão como é que alguém me pergunta, se vou fazer uma despedida de casado ou uma festa para comemorar o divórcio.
A menos que se casem “obrigados”, não compreendo como se pode festejar algo em que se falha ou se perde.
Quando tomei a decisão de casar, foi porque o desejei, porque estava apaixonado e porque amava a pessoa com quem estava.
Uma vez que esse amor findou, uma vez que já não me sinto apaixonado e já não desejo partilhar a minha vida com essa pessoa, não encontro motivos para o festejar. Os planos que ambos fizemos, os filhos que tivemos, são parte de um projecto a dois, algo que ambos nos propusemos a fazer e não conseguimos.
Falhamos!
Perdemos!
Não adianta procurar de quem é as culpas, ambos vamos encontrar erros de ambos os lados mas de maneiras diferentes. Para mim, sempre que uma relação termina a responsabilidade é sempre dos dois. Por isso, expliquem-me como é que posso festejar um futuro que já não será, um projecto que falhou, um passo para trás que se dá na vida.
Por isso, hoje divorciei-me e não estou feliz.
Procuro ser mais feliz!


Jorge Palma - A gente vai continuar

sexta-feira, 8 de julho de 2011

quarta-feira, 6 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Tango é...




Loreena Mckennitt - Tango to Evora



dois corpos que se entregam e dançam num sedutor tango
mãos que se unem no desfilar de duas sedentas paixões
o redesenhar dos corpos, suavemente, pelo percorrer dos dedos
no balançar ritmado pelo compasso do bater dos corações


o perfume transpirado na fusão sensual do odor dos corpos
no embriagar dos desejos na excitação dos seus toques
a certeza de uma cumplicidade tatuada no ímpeto de ambos
um cruzar de olhos descontinuado, no arder de um aperto


um quase tocar de lábios, esgotando o tempo permitido
num suster de respiração na tentação de nos entregar
o ferver dos sangues no ameaçar do beijo prometido
aguardam pela rendição destas duas almas para amar

terça-feira, 28 de junho de 2011

Novo (velho) mundo... meu.


Os meus próximos dias vão ser embrenhado nas lides domésticas. Verdade que finalmente, e após uns meses, tive de volta a minha casa. Sem mobílias e num estado, próprio de mudanças, a casa neste momento transmite um incómodo vazio e uma carência de cor de vida.
Limpar a sujidade e este inquieto vazio, arrumar as roupas e a minha mente, dar alegria às paredes e cor à minha vida, são a prioridade neste momento.
Agregando a parte física à emotiva, procurarei encontrar alegria nas cores das paredes, paz na decoração de uma nova sala, momentos de descoberta na cozinha, o enraizar de verdadeiras amizades nos jantares partilhados no logradouro e o amor no conjunto de todo este novo (velho) mundo que é o meu.

sábado, 25 de junho de 2011

O Escritor


Quem escreve sabe que o escritor se esconde e se mostra no meio das suas palavras, nas entrelinhas. Faz delas o seu abrigo, o refúgio onde agasalha a nudez da sua própria alma. Na divagação do que passa para o papel, assume papéis do que é, e vive, do que gostaria e sonha ser. Encarna pessoas, finge ser o outro, finge falar do outro, baptiza personagens, mistura estados de espíritos e personalidades que conhece e admira, ou mesmo seres que venera.
Ao escritor é permitido escrever sobre qualquer coisa, em qualquer lugar e na companhia do que desejar. Pode escrever sobre amor no meio de uma catástrofe acompanhado pelas labaredas de um fogo homicida, sobre um desgosto numa casa na montanha acompanhado dos flocos de neve que pintam de branco a paisagem existente.
Escreve sobre tudo e sobre o nada, sobre um copo que se esvazia ou uma vela que se acende. O escritor vive duas vezes, o que sente e captura nos detalhes que passam a todos despercebidos e depois quando os conduz para o papel, dando-lhe o seu toque pessoal, o seu ADN, transportando toda a sua emoção e sentimento nas palavras e nas frases que regista.
O escritor observa o mundo á sua volta em slowmotion, provoca diálogos, questiona certezas e dúvidas, aprofunda sentimentos, mergulha nas emoções e nos enigmas de quem o rodeia na pesquisa de detalhes para a sua história, na busca da inspiração para o enredo, na procura da paixão para o seu romance ou poesia, reportando no papel as suas vivências, sonhos e fantasias e por vezes vivências, sonhos e fantasias de outros que tanto o estimularam.
Neste jogo de cores, entre o branco do papel e o preto da tinta, o escritor deixa, sempre, escapar um pouco de si em cada linha, em cada vírgula ou pausa, em cada ponto final ou parágrafo.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Existem surpresas maravilhosas…



Mais grave ainda é o facto de nestes últimos dois meses ter ido à casa do mesmo (petiscos e jantaradas) e não saber disto. A única justificação que encontro foi a cerveja e o vinho que por lá havia e se consumiu.
AH!
A ginjinha caseira, também foi uma das grandes culpadas.

Grande Pedro!
Encontro-te em todo o lado...

... mesmo quando não estás lá.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Bom dia verão!


Será que desta vez o calor vem para ficar?

The Promise



"
If you wait for me then I'll come for you
Although I've travelled far
I always hold a place for you in my heart
If you think of me
If you miss me once in awhile
Then I'll return to you
I'll return and fill that space in your heart
Remembering
Your touch
Your kiss
Your warm embrace
I'll find my way back to you
If you'll be waiting
If you dream of me
Like I dream of you
In a place that's warm and dark
In a place where I can feel the beating of your heart
..."

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O teu (meu) beijo



Recebi o endereço do teu beijo, e coloquei-me a caminho. Comigo levei o meu beijo, no sonho de beijar o teu. Sem pressas, parti, descansado, porque prometeste-me que esse teu beijo era meu. Sem saber o como e o porque, segui para norte, o teu que se liga a mim, conduzia-me para a tua rua. Senti-te nessa avenida e sem pressas de deixar de sentir, virei-me quando teve de o ser, na terceira casa, sem o contar, iluminado pelas suas alegres e sorridentes cores. Certo de que não me enganara, sorri.
O teu coração, abriu-me as portas, sem que te tocasse. Sem preciso me apresentar, os corações reconheceram-se. O teu abraçou o meu, que se embrulhou no abraço do teu, deixando-se transportar para o jardim, onde o teu beijo recebe o meu, num beijar fácil de sentir, lento de pressa, demorado de terminar e despreocupado de um sim ou de um não.
Nessa tua rua perdida, tão fácil de encontrar, onde já entrei sem partir ou ai ter chegado, sonho com esse teu (meu) beijo onde nós dois nos iremos encontrar.

Beijo-te!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Santos Populares



Numa romaria iniciada no largo do Chafariz, com o museu do fado como testemunha e na companhia de pessoas fantásticas, a primeira sardinha (bifanas para as meninas) foi logo assinalada com uma cena caricata. O rapaz que nos serviu, que tinha os preços afixados na parede atrás de si, teve de ir perguntar a alguém o preço das referidas sardinhas e bifanas. Percebemos logo que o álcool por ali já se fazia notar. Esquecendo o facto da bifana da Is. estar cheia de sal, andamos mais uns metros até há Travessa de S. Miguel, onde o nosso amigo J. nos esperava. Segundo ele, seria o homem que estaria a assar sardinhas, mas realmente vi-o mais vezes a beber cerveja do que propriamente ao fogareiro, e isso era notório no estado alegre com que ele nos recebeu. Surpresa, das surpresas foi encontrar um amigo que não via há mais ou menos dois anos, o T., que lá se encontrava com a tuna, à qual pertence e é o homem do bandolim, a alegrar a festa.
Da Travessa de S. Miguel à Igreja de St. Estêvão, foi uma curta viajem por travessas e ruelas estreitinhas. O percurso demorou cerca de uma imperial para mim e para o N. e meia sangria para as meninas. Para acompanhar mais umas sardinhas, vieram mais duas imperiais, enquanto as meninas terminavam a sangria, também elas, providas de umas deliciosas sardinhas. Sentados no chão e com uma mesa com cerca de uns 40 cm de altura, junto à Igreja de St. Estêvão, enquanto a I. desesperava pela chegada da sua bifana, fomos brindados com uma senhora chinesa que ao nosso lado devorava uma sardinha, da mesma forma que nós comemos os, também, deliciosos jaquinzinhos. Iniciou a devoração do respectivo “bicho” pela cabeça, terminando no rabo. As espinhas? Não perguntei! Mas pelo ar satisfeito com que a mesma desbravava a dita sardinha, penso que a resposta seria qualquer coisa, como “Deliciosas!”.
Entre o descer e o subir de umas escadaria, para ir urinar, eu e o N. fomos placados por uma espanhola, que fazia guarda à sua amiga, também espanhola, que urinava numa esquina dessas escadarias. Aguardamos respeitosamente, que a menina terminasse o servicinho, e depois de nos agradecerem pela nossa espera e compreensão, lá regressamos, com mais umas cervejas na mão, para junto das meninas que se deliciavam com a vista que aquele local nos proporcionava. Com o magnifico Tejo como pano de fundo, Lisboa fumegava o aroma das sardinhas e as luzes das casas convidavam-nos a perseguir a nossa romaria.
Com uma paciência de Santo, a fazer jus ao dia que se comemora, diria mesmo uma paciência invejável, a I. aguardou cerca de uns bons 45 minutos pela chegada da sua tão aguardada bifana, que pelo menos valeu pelo facto de estar saborosa.
Subidas mais umas escadas e percorridas mais umas ruelas, mesmo com uma pausa para um maravilhoso e caseiro arroz doce, foi num ápice que estávamos junto do nosso amigo Ch., que se encontrava a trabalhar numa das muitas tasquinhas (se é que se pode chamar tasca) de Alfama. Dali, até junto do J. que nos esperava, mais uma vez, na Travessa de S. Miguel, e já na companhia de outros amigos, uns de longa data e outros de há poucos minutos, foi um novo percorrer de ruas e ruelas, travessas e escadarias, acompanhados pelo som das variadas músicas populares que se faziam ouvir por Lisboa inteira. Num improvisado comboio, para não nos perdermos, lá fomos dançando e saltando até junto do J., como lhe tínhamos prometido.
O ambiente não podia ser melhor, a sardinha era a rainha da festa e a bifana também marcava a sua presença. A cerveja fresca fazia par com toda a sardinha e bifana e para ornamentar todo este quadro de alegria e festim a tuna cantava e deliciava quem os ouvia.
Deu a meia-noite e chegara o dia do Santo casamenteiro, o St. António, mas não era só o dia dele, também era o dia da S., pois era o dia do seu aniversário. Sem interessar a idade que fez - não se pergunta a idade a uma menina - a tuna brindo-a com uma linda canção de parabéns acompanhada por todos nós.
Passaram-se mais umas horas, da mesma alegria e convívio, a boa disposição exuberou, as velhas amizades fizeram-se notar, as mais recentes enraizaram-se e as novas encantaram-me.

Até para o ano!

Ela voltou!


Após uma paragem de cerca de três meses, ela voltou e cheia de vontade.
Cheguei a pensar que se tinha zangado comigo, que me tinha abandonado.
Mas afinal não!
Ontem eu e ela, escrevemos umas linhas maravilhosas, para não dizer um capítulo inteiro.
Já tinha saudades dela…
…da inspiração.