Bem vindos ao meu espaço

Após algum tempo a navegar neste mundo de blogosferas, dei por mim ai e ali a escrever o que se pensa aqui… resolvi então criar o "Coffee Break e 3 linhas de conversa", o lado mais dia-a-dia, o lado mais soft, talvez o lado mais “santo” de Santo&Pecador. Serve este blogue, como o próprio nome o diz, para fazer uma pausa e escrever 2 ou 3 linhas sobre aqueles pensamentos, ideias e momentos (bons, maus ou mesmo aqueles assim-assim) que nos surgem durante o dia ou da noite. Vou tentar assim com as vossas opiniões e com algumas, saudáveis, discussões que por aqui vão ficando, tentar enriquecer e melhorar o meu padrão de vida e algo mais…



Logo estão todos convidados para um Coffee Break e 3 linhas de conversa,

domingo, 31 de julho de 2011

A cor!



"
O azul desejava atingir o verde, só assim encontraria a felicidade, era no verde que estava o seu amor.
Ia segredando ao arco-íris, para lhe colocar no seu caminho a cor certa. No decorrer do seu percurso deparou com uma bela cor vermelha, que olhava para ele com um ar apaixonado e tentador. Achou-a atraente e depois de uma troca de palavras, achou-a simpática. Passados três pedaços de tempo estava apaixonado. Convidou-a a misturar-se com ele, dizendo-lhe que com ela queria chegar ao verde. Fizeram inúmeras combinações de azul com vermelho, umas vezes com maior percentagem de azul e menos de vermelho, outras com menos azul e mais vermelho, mas nunca conseguiram obter um verde. Após de mais de mil e uma tentativas, não conseguiram mais do que uma magenta, umas vezes mais escura, outras vezes mais clara, mas não era o verde que tanto ambicionava.
Continuou o seu caminho, na tentativa de encontrar outra cor, que o conduzisse ao verde, mas só encontrava cores vermelhas, uma vermelhas paixão, outras vermelhas mais tímidas, mas sempre vermelhas, independentemente de inicialmente se sentir apaixonado, não conseguiu, com nenhuma, atingir o verde.
No entanto, o azul não desistiu, começou a dar um pouco de mais atenção e tempo às cores que ia conhecendo, tentando perceber um pouco da sua cor interior, pois ele sabia que a cor não brilha no exterior, mas sim, lá dentro, no interior e só brilha na aproximação de uma outra cor compatível.
Foi naquele dia, sem procurar, sem pedir ao arco-íris que lhe desse qualquer cor, que ao longe a viu… era uma cor tímida, que de tanta timidez que carregava não se conseguia vislumbrar a sua cor. Junto dela, ainda sem perceber que cor era, viu nela o que antes ainda não tinha visto nas outras cores. O brilho interior que tinha, era de um amarelo tão puro, que lhe iluminava todo o seu azul interior. Foi naquele dia, naquela hora, naquele momento que percebeu que era ali que iria encontrar o seu verde… pois o seu azul só conseguiria atingir o verde com um amarelo. Ao invés das outras todas, que tinha sonhado, a combinação dos dois dava sempre um verde, uns dias mais escuro, outros dias mais claro, mas era sempre aquele verde.
O amor! "

by Jorge Silva

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Por mim, por ti ou pelos outros

Roubei este texto do Blog Amor Perfeito da Dina, uma mulher que, pelo pouco que vou lendo dela, já deu para perceber que é uma Mulher sensível e atenta aos pormenores.

Como se pode comprovar neste seu texto, uma mulher que ama o seu companheiro e que não descura as indispensabilidades de uma relação a dois.

Algo que as mulheres nunca deviam esquecer (e os homens também):


Mas há algo que me deixa espantada. Em tempos, estávamos três mulheres reunidas à volta de um café, quando uma amiga refere que ao fim-de-semana é dia de descanso por isso não gosta de se compor, já lhe chega durante a semana. Eu e a M., em uníssono, perguntamos-lhe «mas se durante a semana o teu marido não te vê, e quando te vê já estás em casa de fato de treino, não te apetece compor-te para ele ao fim-de-semana?». Ao qual nos responde que não, porque já se conhecem há muitos anos e por isso o marido já não precisa disso e sabe que ela tem que estar confortável. Se pode ser normal para certas pessoas para mim não.


É como se o marido fosse um dado adquirido, e não é preciso mais nada para o conquistar e manter a chama acesa. Lembrem-se que até os cachorros com trela olham para outro lado! E confortável não é sinónimo de desleixado. Nem sempre me apetece ao fim-de-semana vestir camisa e saltos altos. Mas sei que consigo ser hiper feminina de sabrinas e vestido. Ou de ganga e top. Ou de calções.
Também eu herdei um mau hábito de solteira. Sempre que chegava a casa, gostava de tomar banho e vestir algo mais confortável para cozinhar e não sujar a minha roupa. Por isso vestia roupa velha e larga. Até que um dia, às compras, mostro uma roupinha para andar só em casa ao marido e ele responde-me «compra, é agradável ao olhar», com aquele sorriso de satisfação que um homem põe ao imaginar a sua mulher vestida com certas peças. E pensei «alto lá, isto significa algo.» Por isso, não cometo o mesmo erro: mesmo para as limpezas ou cozinhar, tenho roupa bonita e feminina, para casa. Claro que não ando por lá de mini-saia e corpete. Mas sinto-me bem, estou confortável, e agrado à pessoa mais importante: aquela que amamos. Porque se afinal nunca vamos comprar pão ou deitar o lixo fora, sem nos vestir condignamente e pôr um pouco de rímel; porque é que o nosso homem não merece um pouco mais de cuidado?


Aqui vou eu...

De Lisboa vou fugir, vou pó sol...

... do Algarve.



PS: Falta 1 dia. :-)

terça-feira, 19 de julho de 2011

A vida é como uma arma pronta a disparar


chegou um tempo, um momento em que a vida não pode segurar
o que está feito, está feito, a vida é como uma arma pronta a disparar
uns vão chegar, outros vão partir, uns sempre ficar e outros nunca surgir
palavras ditas e não ditas, palavras que escrevem o que vou ou não sentir


paixões perdidas, paixões prometidas, misteriosas no entender do seu sabor
o sorrir de um vida inacabada, noutra de passado ferido, susceptíveis de um amor
uma canção silenciosa que se aproxima, com este incógnito desejo de tocar
no descobrir da comunhão de dois cúmplices corpos, sedentos de amar

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Mindinho Erecto


Todos nós temos tiques, manias, vícios e outros hábitos que fogem ao comum da pessoa com que nos identificamos ou nos identificam. O engraçado não é o facto de termos esses pequenos tiques ou vícios. Mas sim o facto de nunca repararmos neles, até alguém nos chamar a atenção.
Estava eu num bom momento de lazer, acompanhado de uma boa imperial e de uns bons amigos, quando uma amiga fez a inesperada observação ao meu amistoso tique, até agora por mim desconhecido. Para declarar ainda mais o tique como algo pessoal, até mesmo familiar - quiçá herdado nos genes – acrescentou que o meu irmão tinha esse mesmo tique. Por incrível que pareça, ou não, visto eu reconhecer ser um pouco (assim para o grande) distraído, também nunca tinha reparado que também ele era detentor deste nosso familiar tique.
Parece que tanto eu como o meu prezado amigo e irmão, temos por hábito de esticar o dedo mindinho, no acto de segurar o recipiente que usamos para ingerir a bebida que nos encontramos a beber. Sobretudo no instante em que transportamos esse mesmo recipiente à boca, nomeadamente, uma chávena no caso de ser café, ou como foi o caso, um copo, visto estar a beber uma imperial como já antes tinha referido.
Tendo em conta o prazer que tenho ao beber a bebida por mim escolhida, assumo que este casual elevar do dedo mindinho é um reflexo desse mesmo prazer.
Como a minha querida amiga disse, um caso único de “mindinho erecto”.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Porque sou de Lisboa e adoro o Porto.

E porque achei este videoclip lindo!



Apesar de ser de Lisboa e de amar Lisboa, tenho que vos confessar que pelo pouco que conheci e convivi no Porto, fiquei apaixonado.
Cada imagem que reconheço é um somar de momentos inesquecíveis.
Já há muito que reconheci nas pessoas do Porto uma hospitalidade incrível, mas só há pouco tempo é que tive o prazer de desfrutar um pouco da beleza da cidade.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Há coisa que eu não entendo


Hoje divorciei-me!
Apesar de ter sido de minha vontade esta separação, apesar de neste momento saber que é o que quero e pensar ser o mais acertado, faz-me confusão como é que alguém me pergunta, se vou fazer uma despedida de casado ou uma festa para comemorar o divórcio.
A menos que se casem “obrigados”, não compreendo como se pode festejar algo em que se falha ou se perde.
Quando tomei a decisão de casar, foi porque o desejei, porque estava apaixonado e porque amava a pessoa com quem estava.
Uma vez que esse amor findou, uma vez que já não me sinto apaixonado e já não desejo partilhar a minha vida com essa pessoa, não encontro motivos para o festejar. Os planos que ambos fizemos, os filhos que tivemos, são parte de um projecto a dois, algo que ambos nos propusemos a fazer e não conseguimos.
Falhamos!
Perdemos!
Não adianta procurar de quem é as culpas, ambos vamos encontrar erros de ambos os lados mas de maneiras diferentes. Para mim, sempre que uma relação termina a responsabilidade é sempre dos dois. Por isso, expliquem-me como é que posso festejar um futuro que já não será, um projecto que falhou, um passo para trás que se dá na vida.
Por isso, hoje divorciei-me e não estou feliz.
Procuro ser mais feliz!


Jorge Palma - A gente vai continuar

sexta-feira, 8 de julho de 2011

quarta-feira, 6 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Tango é...




Loreena Mckennitt - Tango to Evora



dois corpos que se entregam e dançam num sedutor tango
mãos que se unem no desfilar de duas sedentas paixões
o redesenhar dos corpos, suavemente, pelo percorrer dos dedos
no balançar ritmado pelo compasso do bater dos corações


o perfume transpirado na fusão sensual do odor dos corpos
no embriagar dos desejos na excitação dos seus toques
a certeza de uma cumplicidade tatuada no ímpeto de ambos
um cruzar de olhos descontinuado, no arder de um aperto


um quase tocar de lábios, esgotando o tempo permitido
num suster de respiração na tentação de nos entregar
o ferver dos sangues no ameaçar do beijo prometido
aguardam pela rendição destas duas almas para amar