Vou escrever-te uma carta.
Vou improvisar linhas em papel branco, deixar a lapiseira fluir, sem parar, evitando assim esconder-me nas entrelinhas.
Vou escrever o que não te consigo dizer, para conseguires ouvir o que não consegues escutar.
Vou despir os meus desejos no papel, desenhar beijos na minha caligrafia, tentar tocar-te até os dedos me esgotarem e os lábios calarem.
Vou mergulhar nesta folha, para que possas arrancar o sabor do meu corpo.
Vou agarrar as palavras, cozer as letras no branco do papel, para não se rasgarem com o tempo.
Vou dizer-te para regares os sonhos, que cultivo em ti.
Pedir-te para não pensares que não sou… deixar as palavras desvendar os meus segredos.
Pedir-te para leres e sentires o que o papel não vai esquecer.
Vou tocar as letras, bailar nas palavras, para dançares na leitura.
Vou gritar palavras para que não se percam no silêncio.
Vou escrever-te uma carta,
porque é mais fácil falar no papel do que escrever com a boca.

2 comentários:
Meu amigo...
...que carta mais linda que eu jamais alguma vez li.
Dançei nas tuas palavras como se fosse para mim.
Sim deveriamos escrever sempre,o que não conseguimos dizer com a boca.Mas era deveras maravilhoso têr alguêm que as conseguisse decifrar na prefeiçao!
Bjinho cheio de luar
Moonlight,
Obrigada amiga.
Não devíamos perder o hábito de escrever cartas.
Era algo mágico, enviar as nossas sentidas palavras pelo correio e aguardar impacientemente por uma resposta.
Enfim… tenho momentos em que me apetece... escrever uma carta. :-)
Beijo!
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