Bem vindos ao meu espaço

Após algum tempo a navegar neste mundo de blogosferas, dei por mim ai e ali a escrever o que se pensa aqui… resolvi então criar o "Coffee Break e 3 linhas de conversa", o lado mais dia-a-dia, o lado mais soft, talvez o lado mais “santo” de Santo&Pecador. Serve este blogue, como o próprio nome o diz, para fazer uma pausa e escrever 2 ou 3 linhas sobre aqueles pensamentos, ideias e momentos (bons, maus ou mesmo aqueles assim-assim) que nos surgem durante o dia ou da noite. Vou tentar assim com as vossas opiniões e com algumas, saudáveis, discussões que por aqui vão ficando, tentar enriquecer e melhorar o meu padrão de vida e algo mais…



Logo estão todos convidados para um Coffee Break e 3 linhas de conversa,

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Neve, botas enganadas e um amor nas férias.

Bom dia amigos!
Hoje venho aqui pedir-lhes um grande favor.
Concorri a um passatempo da Timberland com uma história. Para ganhar preciso do vosso voto aqui
se poderem partilhem para os vossos amigos também votarem
No link podem ver a história, mas em baixo vou postar a história original, que para concorrer tive de encurtar devido ao limite de caracteres que o concurso exigia.




Foi na estação de comboios de Villars que a vi pela primeira vez. Estava sentada num dos bancos da estação, lia um folheto turístico da zona ao mesmo tempo que acomodava o seu corpo na quantidade exagerada de objectos que trazia. Uma mala verde enorme, que pela forma oval que desenhava, ultrapassava exageradamente o seu limite; a prancha de Snowboard que repousava calmamente no seu ombro; o casaco da neve que serenamente adormecera no seu apetecível colo e por fim sentada ao seu lado esquerdo jazia uma pequena mochila que encostada a ela suplicava por um abraço. O comboio chegou. Vi-a a acordar docemente o casaco, colocar a mochila as costas, abraçar a prancha com o braço direito e com a mão esquerda dar uso às roldanas da mala verde. Vestia de uma forma simples, uma blusa polar azul, umas calças de ganga e calçava umas botas Timberland por coincidência idênticas às minhas. O facto de os meus amigos me esperarem no carro para irmos para o Chalet onde estávamos instalados, ou a minha timidez ou talvez a minha estupidez, impediram-me de lhe perguntar se queria ajuda. Ela entrou no comboio e eu deixei de a ver.
Uma das regras do Chalet era deixarmos todo o calçado no piso de baixo, junto às escadas. No dia seguinte e quando descia para me ir calçar para ir sair, eis que me deparo com ela a descer também. Não queria acreditar, ela estava instalada no mesmo Chalet que eu. Sorri-lhe, um sorriso meio sem jeito ao que ela me respondeu com um sorriso delicioso. Notava-se que era uma mulher de sorriso fácil. Uma vez lá em baixo e junto do calçado agarrei nas minhas Timberland para as calçar. Ao mesmo tempo que comecei a ter dificuldade em conseguir calçar as minhas Timberland, reparei que ela ria e fazia-me sinal para os pés. Sendo o meu inglês terrível, ela teve mesmo de vir junto de mim para eu perceber que estava a tentar calçar as Timberland dela, que eram iguaiz às minhas mas mais pequenas. O meu embaraço foi tanto que se tivesse um buraco no chão para me enfiar era para lá que eu tinha ido. Felizmente que esse buraco não existia, pois foi graças a esse cómico episódio que eu e a Sylvie nos conhecemos e nos apaixonamos. É verdade que foi uma paixão de uma semana. Nunca mais a vi, nunca mais soube nada dela, mas cada vez que olho para as minhas botas Timberland ou passo por uma loja Timberland, lembro-me de Sylvie e dos momentos que passamos.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Início, meio e fim.



A água atiça o mundo, estremecendo as janelas e enfraquecendo as paredes. Das estradas nascem rios que transportam as folhas secas de Outono, que terminaram o seu ciclo dando lugar às novas folhas ainda por nascer. Todo aquele ciclo proporcionado pela natureza, fazem-me pensar que tudo tem uma razão de ser, tudo nasce e morre com um propósito. No momento devido, independentemente de considerarmos que é tarde ou cedo, que é certo ou errado, a folha cai, para dar lugar a uma nova folha, as nuvens partem, para podermos ver o sol, a chuva pára, para o sol poder secar a terra. Para tudo existe um início, um meio e um fim.

By Jorge Silva in "Um diálogo no escuro"

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Palavras minhas em livro


Pela segundo ano consecutivo vejo as minhas palavras serem publicadas nesta colectânea.

É com grande orgulho e satisfação, mais uma vez, que vejo a minha participação literária no "Arte Pela Escrita V" - Editora Mosaico da Palavra.

Mais uma vez obrigado pela oportunidade.


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

"Vão-se foder", escreve a Ângela Crespo



... e escreve muito bem.
Como sabem bem, não tenho por hábito copiar textos de outras pessoas para aqui. mas quando o texto me diz muito e me identifico com tudo o que está escrito não consigo deixar de o fazer.

"
Vão-se foder.

Na adolescência usamos vernáculo porque é “fixe”. Depois deixamo-nos disso.

Aos 32 sinto-me novamente no direito de usar vernáculo, quando realmente me apetece e neste momento apetece-...me dizer: Vão-se foder!

Trabalho há 11 anos. Sempre por conta de outrém. Comecei numa micro empresa portuguesa e mudei-me para um giga...nte multinacional.

Acreditei, desde sempre, que fruto do meu trabalho, esforço, dedicação e também, quando necessário, resistência à frustração alcançaria os meus objectivos. E, pasme-se, foi verdade. Aos 32 anos trabalho na minha área de formação, feliz com o que faço e com um ordenado superior à média do que será o das pessoas da minha idade.

Por isso explico já, o que vou escrever tem pouco (mas tem alguma coisa) a ver comigo. Vivo bem, não sou rica. Os meus subsídios de férias e Natal servem exactamente para isso: para ir de férias e para comprar prendas de Natal. Janto fora, passo fins-de-semana com amigos, dou-me a pequenos luxos aqui e ali. Mas faço as minhas contas, controlo o meu orçamento, não faço tudo o que quero e sempre fui educada a poupar.

Vivo, com a satisfação de poder aproveitar o lado bom da vida fruto do meu trabalho e de um ordenado que batalhei para ter.

Sou uma pessoa de muitas convicções, às vezes até caio nalgumas antagónicas que nem eu sei resolver muito bem. Convivo com simpatia por IDEIAS que vão da esquerda à direita. Posso “bater palmas” ao do CDS, como posso estar no dia seguinte a fazer uma vénia a comunistas num tema diferente, mas como sou pouco dado a extremismos sempre fui votando ao centro. Mas de IDEIAS senhores, estamos todos fartos. O que nós queríamos mesmo era ACÇÕES, e sobre as acções que tenho visto só tenho uma coisa a dizer: vão-se foder. Todos. De uma ponta à outra.

Desde que este pequeno, mas maravilho país se descobriu de corda na garganta com dívidas para a vida nunca me insurgi. Ouvi, informei-me aqui e ali. Percebi. Nunca fui a uma manifestação. Levaram-me metade do subsídio de Natal e eu não me queixei. Perante amigos e família mais indignados fiz o papel de corno conformado: “tem que ser”, “todos temos que ajudar”, “vamos levar este país para a frente”. Cheguei a considerar que certas greves eram uma verdadeira afronta a um país que precisava era de suor e esforço. Sim, eu era assim antes de 6ª feira. Agora, hoje, só tenho uma coisa para vos dizer: Vão-se foder.

Matam-nos a esperança.

Onde é que estão os cortes na despesa? Porque é que o 1º Ministro nunca perdeu 30 minutos da sua vida, antes de um jogo de futebol, para nos vir explicar como é que anda a cortar nas gorduras do estado? O que é que vai fazer sobre funcionários de certas empresas que recebem subsídios diários por aparecerem no trabalho (vulgo subsídios de assiduidade)?… É permitido rir neste parte. Em quanto é que andou a cortar nos subsídios para fundações de carácter mais do que duvidoso, especialmente com a crise que atravessa o país? Quando é que páram de mamar grandes empresas à conta de PPP’s que até ao mais distraído do cidadão não passam despercebidas? Quando é que acaba com regalias insultosas para uma cambada de deputados, eleitos pelo povo crédulo, que vão sentar os seus reais rabos (quando lá aparecem) para vomitar demagogias em que já ninguém acredita?

Perdoem-me as chantagem emocional senhores ministros, assessores, secretários e demais personagem eleitos ou boys desta vida, mas os pneus dos vossos BMW’s davam para alimentar as crianças do nosso país (que ainda não é em África) que chegam hoje em dia à escola sem um pedaço de pão de bucho. Por isso, se o tempo é de crise, comecem a andar de opel corsa, porque eu que trabalho hé 11 anos e acho que crédito é coisa de ricos, ainda não passei dessa fasquia.

E para terminar, um “par” de considerações sobre o vosso anúncio de 6ª feira.

Estou na dúvida se o fizeram por real lata ou por um desconhecimento profundo do país que governam.

Aumenta-me em mais de 60% a minha contribuição para a segurança social, não é? No meu caso isso equivale a subsídio e meio e não “a um subsído”. Esse dinheiro vai para onde que ninguém me explicou? Para a puta de uma reforma que eu nunca vou receber? Ou para pagar o salário dos administradores da CGD?

Baixam a TSU das empresas. Clap, clap, clap… Uma vénia!

Vocês, que sentam o já acima mencionado real rabo nesses gabinetes, sabem o que se passa no neste país? Mas acham que as empresas estão a crescer e desesperadas por dinheiro para criar postos de trabalho? A sério? Vão-se foder.

As pequenas empresas vão poder respirar com essa medida. E não despedir mais um ou dois.

As grandes, as dos milhões? Essas vão agarrar no relatório e contas pôr lá um proveito inesperado e distribuir mais dividendos aos accionistas. Ou no vosso mundo as empresas privadas são a Santa Casa da Misericórdia e vão já já a correr criar postos de trabalho só porque o Estado considera a actual taxa de desemprego um flagelo? Que o é.

A sério… Em que país vivem? Vão-se foder.

Mas querem o benefício da dúvida? Eu dou-vos:

1º Provem-me que os meus 7% vão para a minha reforma. Se quiserem até o guardo eu no meu PPR.

2º Criem quotas para novos postos de trabalho que as empresas vão criar com esta medida. E olhem, até vos dou esta ideia de graça: as empresas que não cumprirem tem que devolver os mais de 5% que vai poupar. Vai ser uma belo negócio para o Estado… Digo-vos eu que estou no mundo real de onde vocês parecem, infelizmente, tão longe.

Termino dizendo que me sinto pela primeira vez profundamente triste. Por isso vos digo que até a mim, resistente, realista, lutadora, compreensiva… Até a mim me mataram a esperança.

Talvez me vá embora. Talvez pondere com imensa pena e uma enorme dor no coração deixar para trás o país onde tanto gosto de viver, o trabalho que tanto gosto de fazer, a família que amo, os amigos que me acompanham, onde pensava brevemente ter filhos, mas olhem… Contas feitas, aqui neste t2 onde vivemos, levaram-nos o dinheiro de um infantário.

Talvez vá. E levo comigo os meus impostos e uma pena imensa por quem tem que cá ficar.

Por isso, do alto dos meus 32 anos digo: Vão-se foder."


Texto de Ângela Crespo retirado daqui.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Problemas de comunicação e o vasto leque de sinónimos que elas sabem e eles tentam compreender




Depois de ler este post da minha amiga AC, a que ela intitula de “Problemas de comunicação…” eu acrescentava “Problemas de comunicação e o vasto leque de sinónimos que elas sabem e eles tentam compreender”.
Tal como ela descreveu e como podemos constatar um Nada numa mulher pode dizer mil e uma coisas, mas nunca, nunca quer dizer simplesmente NADA.
Sem dúvida que desmistificar estas pequenas palavras nas mulheres é de uma competência extrema que não está ao alcance de qualquer homem. Primeiro porque nem todo o homem se dá a esse trabalho, e por vezes mesmo quando se dão e percebem dá-lhes jeito fazer que não perceberam.
Mas, mais que perceber a palavra, é perceber a expressão e o tom com que a referida palavra, neste caso o referido NADA, é pronunciado. Embora a referida palavra seja a mesma, e por vezes a intenção e o significado que transporta é o mesmo, a expressão e o tom com que é pronunciada difere de mulher para mulher. Tentar perceber isto em todas as mulheres é simplesmente impossível, por isso para se tentar perceber isso numa específica mulher, que já por si só, é uma tarefa que exige uma dedicação extrema e uma atenção inigualável a esse maravilhoso e complexo ser que é a mulher é algo de uma perícia quase sobrenatural. Mas não é impossível.
Por exemplo quando um homem pergunta a uma mulher a famosa pergunta “ O que é que tens?” e ela nos responde um estrondoso e sonoro NADA é óbvio que o que ela nos respondeu foi um estrondoso e sonoro TUDO, pois nada é mesmo o que ela não tem, pois tem tudo e o que temos de descobrir (SEM PERGUNTAR DIRECTAMENTE) é o que realmente a preocupa, afecta ou transtorna. Naquele momento ela pode nem te querer ver à frente, e ai tens de saber esperar (sem nunca esquecer de voltar) que aquele vulcão em erupção abrande e então nessa altura tentar perceber a razão pela qual a mesma se encontrava naquele estado de detonação. Mas pode também estar à espera de que te preocupes com o que a incómoda, quer ver até onde é que vais, o quanto te preocupas para descobrires quais são as suas inquietações, quer perceber até onde é que tu te esforças para resolveres o problema dela, que por vezes nem ela sabe qual é… ainda! Nunca menosprezes o poder de uma mulher a encontrar problemas, mesmo onde eles não existam, ou onde tu pensas não existir.
Mas, não pensem os homens que isto basta. Depois de conseguirmos superar esta difícil e árdua tarefa de conseguir desmistificar o que realmente a atormenta, vem o talento de saber o que responder, perguntar ou até mesmo perceber quando é o momento para falar ou ficar calado. Primeiro nunca, mas NUNCA se pergunta a uma mulher o que é que ela tem, quando já de antemão percebemos que ela está incomodada com qualquer coisa. É o mesmo que carregar no gatilho da arma que já está apontada na nossa direcção. Se cairmos no erro de lhe perguntar o que é que ela tem e ela responder o já acima referido estrondoso e sonoro NADA, nunca, mas NUNCA lhe perguntar porque é que está a gritar. Pois acabámos de declarar guerra e por muito que façamos já não te ouvem, já só existe um objectivo. ATACAR!
Nunca, mas NUNCA, se responde ao NADA dela com um “OK!”
Pois não está nada OK, aquele NADA não era nada, como já antes referi, aquele nada é TUDO. Ela quando disse NADA, não quer que tu aceites o nada, não quer que te cales, não quer que te vás embora, isso para ela é indiferença, insensibilidade. Ela quer discutir, ela quer explicações, soluções, ela quer que tu admitas o erro, mesmo que não tenhas errado, ela quer que adivinhes o que ela está a pensar, mesmo sem saberes que existe algo para decifrares, ela quer justificações, mesmo sem saberes o que tens de justificar, ela quer um culpado… TU!
Este tipo de respostas, réplicas, reacções ao NADA dela é puro suicídio. Há que tentar com outro tipo de abordagens, mas nunca numa pergunta directa tentar perceber qual é a razão da mesma estar assim. Temos de tentar explorar terrenos seguros, ou seja, os caminhos em que sabemos que ela é mais vulnerável, os temas que ela mais aprecia e que mais a acalmam, e que mais se sente confortável. Dessa forma, com calma e paciência, conseguimos perceber o que a incómoda e então calmamente explorar o assunto e ter um diálogo dentro do razoável, com fortes probabilidades de as coisas acabarem bem, e se realmente tivermos sucesso, ninguém como uma mulher para vos dar o referido prémio de satisfação por termos conseguido desfazer todas as dúvidas e problemas que lhe ocupavam a mente.


PS: Com isto não quero dizer que eu consiga sempre compreender o que quiseram dizer com o NADA ou outra qualquer palavra, dita nos mesmos moldes, e nem quero dizer que consiga sempre levar a conversa a bom porto. Mas sei que por estes caminhos já consegui por algumas vezes, extinguir aquele fogo todo que ardia na minha direcção e com sorte transforma-lo num outro fogo que muito prazer me dá nele queimar. :-)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Confiante…



…caminho pelo passado, procurando encontrar o futuro, seja ele qual for.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012


Difícil não é encontrar uma mulher com quem eu goste de dormir, difícil é encontrar uma com quem eu goste de acordar.



Sempre gostei de acordar contigo.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Amizade




A amizade é um amor sem casamento, que nunca dá em divórcio.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O Coração




O coração é como uma casa de várias divisões. 
Da rua para o hall de entrada deixamos entrar os conhecidos. Muitos aí permanecem, outros voltam a sair para a rua e outros, ainda, entram na divisão seguinte. A esses apelidamos de amigos. Nessa divisão encontramos três portas, uma para a rua, outra de volta ao hall de entrada e ainda outra que dá acesso à divisão seguinte. Nessa divisão entram alguns amigos que por diversos factores passam a ter um destaque maior na nossa vida. Aqueles por quem nutrimos um carinho maior e os sentimos mais próximos. Esta divisão tal como a anterior, tal como a seguinte e tal como as que infinitamente poderão surgir, são compostas pelas mesmas três portas, a da rua, a que dá acesso à divisão anterior e a que dá passagem à divisão seguinte. A dos amigos que amamos.
Sim! Amamos!
Porque gostar muito de um amigo ou de uma amiga, sentir a sua falta e saber que estão presentes quando precisamos, quando estamos mal, ou menos bem, e sentir a necessidade de fazer o mesmo por eles, de estar presente nos momentos em que estes necessitam de um abraço, de um ombro, de uma palavra ou simplesmente de uma presença, é uma forma de amar.
A divisão seguinte é especial e só tem lugar para um. É para aquela pessoa com queremos partilhar a vida, aquela pessoa que preenche a parte de nós por completar, aquela que nos faz deixar de dizer EU e passar a dizer NÓS.


Este pensamento poderia acabar aqui, mas não acaba porque esta, ou estas como vão poder constatar a seguir, é ou são as divisões mais importantes e as mais indecifráveis do coração.


Tal como nas outras divisões continua a existir três portas, uma para a rua, porque a qualquer momento e em qualquer divisão essa pessoa pode sair de vez para nunca mais voltar e se por algum motivo for possível voltar terá de recomeçar todo o processo de novo, outra para a divisão anterior e ainda outra para uma divisão seguinte, e assim sucessivamente e infinitamente.
A diferença da próxima divisão para com a que lhe antecede é no seu tamanho. É maior. Portanto, o amor que se sente por uma pessoa está constantemente a engrandecer ou a atenuar, dependendo única e exclusivamente da forma como é tratado, cuidado, alimentado ou vivido. Admitindo certo este meu raciocínio podemos dizer que o tamanho desse amor é proporcional ao tempo por nós dedicado ao mesmo, podendo esse amor simplesmente desaparecer, extinguir-se ou inversamente atingir proporções desmedidamente inclassificáveis. Nunca poderemos afirmar ou garantir que amamos mais ou menos que o outro, mais ou menos que amanhã ou mais ou menos que ontem. Sabemos sim, que se esse amor cresce infinitamente e a divisão em que se encontra já não é suficiente para tanto amor, tem de passar à divisão seguinte e assim sucessivamente. Se suceder o inverso, se esse amor não é alimentado, se é por nós negligenciado, esquecido, precisa de uma divisão mais pequena para ainda se sentir amor, recuando assim para a divisão anterior. Depois e de uma forma incompreensível e até mesmo racionalmente inatingível a todo este meu pensamento, existem outras ainda, que inexplicavelmente estacionam lá, na ultima divisão possível para o amor, imóveis e mudas, escusando-se a sair.
Talvez porque não queremos que saia, talvez porque esse amor carece de alimento, talvez porque é ali que se sente amado, talvez porque ele não quer sair, talvez porque pertence ali, talvez porque sim e talvez… porque não?
Não sei!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Estou...




Estou…
Cheio de mim, vazio de você, cheio de nada, vazio de tudo, cheio de mágoa, vazio de esperança, cheio de lástima, vazio de afago, cheio de falta, vazio de tanto, cheio de perda, vazio de força, cheio de vazios, vazio de ti, vazio de ti amor.

domingo, 8 de julho de 2012

North Atlantic


Num país onde as ideias são rejeitadas, as oportunidades extintas e o correr o risco de sonhar é proibido, orgulho-me de ver este português a mostrar ao mundo do que nós somos capazes. Somos tão bons ou melhores que qualquer um no mundo e só não o somos mais porque quem nos governa não nos apoia, antes pelo contrário, só nos cria obstáculos.
Não! Não conheço o Bernardo, o responsável por esta maravilhosa curta-metragem, mas é português... mais que isso, é um português com um sonho, e eu como português e sonhador que sou, não podia deixar de ajudar o Bernardo a chegar à final e a ganhar.
O filme é de uma sensibilidade incrível, simplesmente maravilhoso!
Vejam e depois digam-me lá se este rapaz não merece ganhar o prémio e fazer uma longa-metragem com o realizador Ridley Scott.
Eu já votei e voltarei a votar, votem também.


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Pontes



Quando um rio se atravessa entre duas terras, construímos as pontes para as unir…
Quando as dificuldades se atravessam entre duas vidas, construímos laços para nos unir…
A resistência das pontes, contra as fortes correntes dos rios, constroem-se com a força de betão com que estas se erguem…
A resistência às dificuldades, que se atravessam entre duas vidas, constroem-se com a força da cumplicidade com que estas se unem…

sexta-feira, 29 de junho de 2012

já é tarde!


Embriagado com este trago de dúvidas e incertezas e perdido em porquês e ses, que me esqueço do porque não e depois é numa palavra ou frase tua que percebo… 
...que já é tarde!






Lucia - Silence

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Encruzilhada



A vida é uma encruzilhada em que a escolha do caminho a seguir é o primeiro passo para uma incerteza…

O principio de,
ou o fim de…

terça-feira, 12 de junho de 2012

Um dia... amanhã!



Um dia sonhei um sonho
Um dia conheci o sonho
Tu!
Um dia toquei no sonho
Um dia vivi o sonho
Nós!
Um dia o sonho acabou
Um dia acordei
Só!
...num outro dia, voltarei a sonhar.
Amanhã!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Os meus filhos...


Gargalhadas soltas e espontâneas,
descobrem em mim a alegria
do meu mais secreto sorriso.
O poder criado pela magia
dos vossos pequenos braços,
envoltos no meu pescoço,
eliminam de mim os meus fracassos.
A espevites como me convencem
com aqueles lindos olhos e graciosos,
nutrem em mim o meu orgulho de pai.
O prazer que transmitem ao comigo brincar
retornam em mim a criança que ainda existe.
O com vocês jogar á bola ou na relva rebolar,
elevam o meu sentir para lá do maravilhoso.
A angustia que exteriorizam ao chorar,
colocam em mim sofridas lágrimas no rosto.
A alegria que difundem ao meu chegar,
o correr e saltar para os meus braços,
fazem os meus olhos sorrir de felicidade.
O abraçar dos vossos corpos franzinos,
erguem todo o meu amor por vós .
O que vejo de mim em vocês dois,
faz de vocês únicos e exclusivos,
incomparáveis e especiais…
Faz de vocês os meus filhos.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Dormir para sonhar



é tempo de dormir
dormir para sonhar
procurar no sonho o acordar
no tempo que finda sem chegar
incansavelmente num olhar
sonho
risco no tempo o teu rosto,
em contornos de felicidade
camuflados de uma beleza fácil
cubro o lembrar com o teu corpo
de uma inigualável sensualidade
desprendida
só no momento certo

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Desconhecimento do que é amar


A diferença entre amar
e convencer-se que se ama
é que quando se ama
deixa-se ser amado/a
quando se está convencido/a
exige-se amor

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Tempestade de ti




O mar está bravio, as águas espancam-me a confiança e proíbem-me arriscar
… mas mergulho (em ti)
A chuva atira-se a mim, arrefece-me o desejo e congela-me a paixão
… mas aqueço-me (de ti)
O vento empurra-me a vontade e traz vozes que me gritam sofrimento
… mas ensurdeço (sem ti)
O sol furta-me a luz, escurece-me os momentos vividos e cega-me o caminho
…mas brilho (para ti)
A lua desalinha-me o caminho, desarruma-me a verdade e ilude-me o amor
…mas amo-te (a ti)



Irma - Everybody

domingo, 29 de abril de 2012

Dia Internacional da Dança



Dançar é como amar, aprende-se, é difícil, é único, é paixão, é sedutor, é lascivo, é êxtase, é revigorante, é delicioso, é inexplicável, é alegria e tristeza, é sofrimento e deslumbramento, e, nunca se sabe quando podemos falhar e até magoar o outro. Exige muita dedicação, muita partilha, muitas horas a dois e acima de tudo muita, mas muita cumplicidade.
Quando amamos alguém, não precisamos de palavras para o demonstrar, são as nossas acções o que mais diz ao outro que o amamos. Na dança a cúmplice união de dois corpos em movimento numa igual cumplicidade com a música, são as palavras de todo o sentir que essa mesma música transmite. O perfume que se desprende de dois corpos que flutuam na pista em absoluta sintonia, confiando-se nos braços, um do outro, é como o odor que se solta de dois corpos que se entregam e se descobrem, numa cama, todo o amor que nutrem um pelo outro. O prazer de ver dois corpos a dançar é, como escrevi há uns anos, “… acolherem-se um ao outro, transmitindo ápices de uma extraordinária fusão, de uma cumplicidade impenetrável, que só é possível com o germinar de um misto de combinações de puros sentimentos…


Deixo-vos aqui dois links que para mim são o exemplo de plena cumplicidade na dança.


e


para fugir ao Tango que é o que todos nós pensamos quando se fala em cumplicidade na dança.
Agarrando, novamente na minha analogia, dançar é como amar, não é na cama que sentimos os maiores e melhores momentos de cumplicidade. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Viver é...


"Viver é uma peripécia. Um dever, um afazer, um prazer, um susto, uma cambalhota. Entre o ânimo e o desânimo, um entusiasmo ora doce, ora dinâmico e agressivo. Viver não é cumprir nenhum destino, não é ser empurrado ou rasteirado pela sorte. Ou pelo azar. Ou por Deus, que também tem a sua vida. Viver é ter fome. Fome de tudo. De aventura e de amor, de sucesso e de comemoração de cada um dos dias que se podem partilhar com os outros. Viver é não estar quieto, nem conformado, nem ficar ansiosamente à espera. Viver é romper, rasgar, repetir com criatividade. A vida não é fácil, nem justa, e não dá para a comparar a nossa com a de ninguém. De um dia para o outro ela muda, muda-nos, faz-nos ver e sentir o que não víamos nem sentíamos antes e, possivelmente, o que não veremos nem sentiremos mais tarde. Viver é observar, fixar, transformar. Experimentar mudanças. E ensinar, acompanhar, aprendendo sempre. A vida é uma sala de aula onde todos somos professores, onde todos somos alunos. Viver é sempre uma ocasião especial. Uma dádiva de nós para nós mesmos. Os milagres que nos acontecem têm sempre uma impressão digital. A vida é um espaço e um tempo maravilhosos mas não se contenta com a contemplação. Ela exige reflexão. E exige soluções. A vida é exigente porque é generosa. É dura porque é terna. É amarga porque é doce. É ela que nos coloca as perguntas, cabendo-nos a nós encontrar as respostas. Mas nada disso é um jogo. A vida é a mais séria das coisas divertidas. " 

Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum' 

 Não tenho por hábito copiar textos de outros, mas este fui incapaz de não o fazer... 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

a vida é como uma arma pronta a disparar



chegou um tempo, um momento em que a vida não pode segurar
o que está feito, está feito, a vida é como uma arma pronta a disparar
uns vão chegar, outros vão partir, uns sempre ficar e outros nunca surgir
palavras ditas e não ditas, palavras que escrevem o que vou ou não sentir

paixões perdidas, paixões prometidas, misteriosas no entender do seu sabor
o sorrir de um vida inacabada, noutra de passado ferido, susceptíveis de um amor
uma canção silenciosa que se aproxima, com este incógnito desejo de tocar
no descobrir da comunhão de dois cúmplices corpos, sedentos de amar

sábado, 14 de abril de 2012

Todos os dias te sonho... 


...de vez em quando de noite também.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Beijo



Como costumo dizer o Beijo é o cartão-de-visita de um Homem!

Já vi variadíssimas descrições de beijos, varias técnicas de beijo, imensos tipos e nomes de beijos. Escrevem-se livros, preenchem algumas páginas do Kama Sutra, etc, etc…

Para mim, vai realmente da vontade de beijar a pessoa em questão, do estado de espírito, da ocasião em si e o mais importante de tudo do sentimento que nutrimos pelo outro.
Quando beijamos descrevemos o que sentimos e o que pretendemos da outra pessoa.
Quando beijamos demonstramos toda a nossa paixão, emoção e o amor sentido.
Quando beijamos saboreamos tudo o que o outro tem para nos entregar.

Beijar, aquele beijo doce, lento e suave, saboreando cada movimento dos teus lábios, provar os teus lábios numa leve mordidela, levar a minha língua ao toque da tua, dando-te a conhecer todo o meu desejo. Descer o meu beijo pelo teu pescoço, sentir o teu coração querer abraçar o meu e deixar os meus dedos percorrer os teus lábios húmidos, tacteando o traço do linear dos mesmos. Descobrir todo o teu corpo com o toque da minha língua, até atingirmos o limite em que o beijo já não é suficiente e com um beijo sôfrego de tirar o fôlego, entre o estremecer dos nossos corpos, entregamo-nos e recebemo-nos por completo numa fusão de dois corpos iniciada no simples toque dos nossos lábios.
É o nosso cartão-de-visita, para o resto da nossa viagem.

Eis um dia que merecia ser comemorado com um bom Beijo!

Felicidade


A felicidade não é algo que se procura é o que se vive na procura de algo. 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sonho com o amanhã alimentando-me do ontem...


...e hoje atraio o ontem para o amanhã.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Fresca sensação...


A chuva cessa, o céu despoja-se do cinzento e veste-se de azul amor.
As nuvens fazem vénia ao sol que em mim brilha, numa conhecida sensação.
Vive em mim, a parte de ti que me alimenta o crer e me rasga o impossível.
Os pássaros riscam o céu com o teu sorriso e o sol mostra-me o brilho dos teus olhos.
O vento esconde nas nuvens as dúvidas e as incertezas, deixando o gosto desta fresca sensação.
Guardado no medo, não espreito o céu e na sombra resguardo-me da tua luz.
O suspirar das árvores gritam saudades, o odor das flores desprendem-me o esquecer e o verde da relva convida-me a rebolar nas memórias.
Seguro as palavras e silenciosamente mergulho nesta fresca sensação.

 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Reencontro...


"... num passo incerto e hesitante, consumido por uma incompreensível timidez, caminha na direcção de Iara de uma forma lenta e subtil. Estranhamente sente-se atrapalhado com o facto de possuir mãos, parecia-lhe que era uma parte nova no seu corpo, que acabara de nascer. Desesperado e sem saber onde as arrumar, coloca-as, ora dentro dos bolsos, ora penduradas e seguras pelos polegares nos bolsos das calças de ganga, intencionalmente gastas e rasgadas dando-lhe um ar mais jovial.
Iara arrumava o seu gentil corpo entre os objectos que a acompanhavam; um pequeno troler vermelho que pela forma oval que impunha, encontrava-se no seu limite; uma mala a tiracolo de onde retirara o telemóvel, possivelmente para ligar a Pedro avisando-o da sua chegada; um casaco comprido que serenamente adormecera no seu agradável colo, encobrindo toda a beleza e sensualidade que as suas pernas difundiam entre a pequena saia que evocava por um dia primaveril.
Ao ver Pedro, guardou calmamente o telemóvel na mala - dando por terminado a intenção de lhe telefonar - acordou suavemente o casaco, antes de o vestir e acomoda-lo com uma delicada precisão no seu aprumado corpo e, por fim, colocando a mala a tiracolo, desloca-se numa calma velocidade, uma velocidade diferente, como se todos fugissem da morte e ela caminhasse para a vida.
Pedro sorrira ao reconhecer aquele ligeiro descair de cabeça para o lado direito, auxiliado de um sorridente olhar que atiravam para segundo plano qualquer outra expressão. Os seus lábios, feitos de um morango fresco, eram um convite ao beijo recordado.
Ele avançava para ela, de carteira e telemóvel numa mão e a outra solta, desprezando toda a atrapalhação e desconcerto do momento anterior.
Era indescritível aquele momento único, já antes por ambos, sonhado em segredo.
Faziam-no vagarosamente, demoravam-se nos passos, estudavam-se mutuamente, relembravam os gestos, as expressões, reviviam os anos e no encurtar da distância percorrida, o odor das peles, antes combinada, transporta-os para o gosto do sabor das noites de amor. As palavras foram substituídas por uma simples troca de sorrisos, olhos cintilantes, fixados uns no outro, cientes de uma certeza. Não era um sonho.
- Olá! "

segunda-feira, 19 de março de 2012

Uma vida assim...

Assim, sem saber o motivo, a razão, o objectivo, o porquê, pelo qual brotou para a vida.
Ele deu razão ao porquê da sua existência.
Nós!
Sem saber o quão estava tão perto da outra margem.
Agarrou em todo o seu ser e lutou para ser o Pai-Homem.
Entregou-se de corpo e alma à travessia do longo caminho das pedras,
na procura de mais um pouco de conforto,
de mais um pouco de tudo para com os seus.
O louvor ao esforço,
ao suor que o seu corpo chorou,
aos sacrifícios que passou,
às noites que não sonhou era um beijo,
um abraço,
um carinho...
Ofuscava-nos com o brilho dos seus olhos a sorrirem de orgulho,
pela forma como estava a conseguir conduzir a vida.
Da mesma forma que brotou,
sem saber o motivo, a razão, o objectivo, o porquê,
ele disse: - Adeus vida,
adeus mundo cá fora, adeus a nós, adeus a si próprio.
Sem sequer saber o que foi. Nunca mais será.
Pai!
Foi nesse dia, nesse momento, nessa altura,
que eu percebi que nós somos apenas
Nada!

Pai! Tu não merecias
uma vida assim...

quinta-feira, 15 de março de 2012

"Distinguimos mais depressa a felicidade nos olhos de quem a desconhece do que nos olhos de quem a possui."

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulheres!




Hoje o dia pede-me que devia escrever algo sobre as mulheres.
Podia escrever que são um ser lindo e maravilhoso, porque realmente o são.
Podia escrever que a sensualidade que transportam em cada movimento seu, me fazem apaixonar, porque é verdade.
Podia escrever uma imensidão de qualidades, porque sem dúvida que as tem.
Mas não, hoje vou escrever sobre os seus defeitos.
Para mim as mulheres são fingidas, pois sorriem quando na realidade tem vontade de chorar e desfazem-se em lágrimas quando se sentem felizes.
As mulheres são desistentes, pois abdicam da sua felicidade em prol de um homem, que por vezes não lhes sabe dar o devido valor.
As mulheres são o ser mais distraído que conheço, esquecem com uma enorme frequência do seu próprio valor.
As mulheres são lamechas, porque tem necessidade de serem elogiadas quando se produzem para o seu homem, de ouvir um “gosto de ti”, um “amo-te”, de acordar com um beijo e deitar-se com outro.
As mulheres são exigentes, porque querem que as amemos, sem nos pedir e que as abracemos depois do sexo.
As mulheres são indecisas, pois nunca sabem qual a roupa que vestir e perdem imenso tempo a embelezarem-se para o seu homem.
As mulheres são aborrecidas, porque são capazes de cortar os nossos planos só porque tem que fazer o jantar, limpar a casa e cuidar dos filhos.
As mulheres são parvas, porque são capazes de perdoar quem as feriu, inúmeras e inúmeras vezes.
As mulheres são fracas porque são capazes de pedir desculpas a quem as agride verbalmente ou fisicamente.
É pelas suas qualidades que eu me apaixono, mas é por todos estes defeitos que eu as considero especiais.
As Mulheres são sem dúvida o ser mais maravilhoso deste mundo.

Obrigado por existirem!


Sean Riley & The Slowriders - This Woman

quarta-feira, 7 de março de 2012


Há dias em que um abraço me faz tanta falta como o ar que respiro...

Agir como uma Mulher e acreditar como uma menina é de uma capacidade notável, que poucas mulheres conseguem...

domingo, 4 de março de 2012

O sorriso



Lisa Ekdahl-Give me that slow knowing smile



há os sorrisos e há o sorriso…
há sorrisos que são simplesmente sorrisos
e depois há aquele sorriso que é só nosso
aquele… secreto,
que só nós entendemos…
aquele que surge sem se anunciar
que chega silencioso
gritando que é nosso
que entra sem licença,
já se sabe permitido,
aquele…
lento,
sem pressa,
mágico,
o teu (meu)!

Tenho saudades dum sorriso desses (meu).

sexta-feira, 2 de março de 2012



“Se escutássemos tanto a criança que existe em nós como escutamos o adulto, vivíamos num mundo muito mais bem equilibrado de valores. “

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Carnaval

Na sexta andou a cozinhar,

no sábado a roubar os ricos para dar aos pobres 

e no Domingo em grande como Mosqueteiro, com o Pirata a seu lado, como sempre, o seu fiel companheiro.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Cor é Vida



Há muito que em mim surgia a vontade de uma experiência no voluntariado, nomeadamente com crianças. Talvez ainda não o tivesse feito, por falta de tempo, oportunidade, companhia, enfim… as inúmeras desculpas que arranjamos quando não nos empenhamos a sério numa causa.
A oportunidade aconteceu sem se anunciar, por força das coincidências e por uma situação do acaso e porque nada acontece por acaso, dei comigo no Domingo de manhã a entrar na Pediatria do Hospital de São João do Porto, acompanhado da Madalena, do André, da Joana e da Paula, a mergulhar em momentos nunca antes saboreados.
Começamos pelo Lino (nome fictício), um miúdo que só de ouvir os primeiros acordes do André, ainda quando este, no hall de entrada, dedilhava uns acordes de Jack Johnson soltando-se de algum nervosismo que os seu dedos arriscassem alojar, já pedia a todos que por ele passassem para nos dizer que estava à nossa espera.
A cumplicidade apaixonante com que a Madalena namoricava o Lino enquanto este carinhosamente lhe pedia um presente para dar à irmã e a emoção com que nos acompanhava a cantar os versos do refrão da música “Estou na lua” dos Lunáticos foi logo um anúncio da amálgama de sentimentos que me aguardava.
Se por um lado era devastado pela tristeza de saber que uma criança com aquela tenra idade estava a ser sujeita ao mais cruel dos tratamentos, por outro a apreensão com que ele, mesmo ali internado, se preocupava com a irmã, assegurando-se de que havia um presente para ela, mostrava-me em primeira mão o que é amar alguém incondicionalmente. Tudo era secundário para ele, a irmã naquele momento, que felizmente estava bem de saúde e em casa, era a sua prioridade. Assistindo de camarote a esta enorme prova de amor, que arrojou para a inutilidade a flor que se dá no dia dos namorados ou o presente que se dá no dia de anos, pensei:
Amor é isto!
É lembrar-se da irmã, esquecendo-se que era por ele que ali estávamos.
Os acordes mágicos que saiam da viola do André, por vezes aos tropeções, eram dissimulados pela enorme determinação com que ele se empenhava em fazer daquele dia, não mais um dia, mas sim o dia. O dia mais feliz daqueles dias menos felizes.
As nossas vozes, sem arte para a música mas repletas de vontade, acompanhavam a magia do André e serviam de banda sonora aos sorrisos que conseguíamos resgatar aos rostos fechados que íamos encontrando. Era essa a nossa missão, redesenhar os semblantes, e, por consequência o nosso prémio.
Perceber que o sorriso fechado com que uma menina, de nome Iara (nome fictício), nos recebeu e que, mesmo sem poder falar, no fim com um dos mais rasgados sorrisos da sala acompanhava com uma alegria contagiante a música que o André difundia e que todos nós, voluntários, pais, crianças, auxiliares e mais quem lá estivesse cantávamos, é de uma gratidão inexplicável.
Ler a felicidade que os olhos daquela mãe, que cantarolava connosco, respiravam ao olhar o entusiasmo da sua menina a viver o momento é das coisas mais gratificantes que se pode ter.   
Descobrir que mesmo com o peso da tristeza que se sente num quarto de internamento, existe quem cante e encante ao nível de qualquer músico famoso, como foi o caso da Isilda (nome fictício), uma miúda de 16 anos que nos primeiros versos do “Paixão” do Rui Veloso, obrigou a que eu e a Joana nos calássemos para não estragar a música e dar aos restantes o proveito de se deliciarem com cada palavra que ela, de olhos fechados e cheia de paixão, nos oferecia.
No final daquele mini concerto, à capela, com que ela nos brindou, e que todos nós assistimos de plateia, ouvir da sua boca dizer que se antes estava triste por ter vindo para aquele hospital, agora já nem sequer colocava a hipótese de sair dali, é de nos encher de orgulho e saborear a expressão “missão cumprida”.  
Desfrutar, durante todo o percurso, de uma meiguice envergonhada, com que uma menina de origem africana, e de uma beleza indescritível é extraordinariamente delicioso. Com aqueles olhos de gata que nos miravam com o olhar mais doce que eu já alguma vez vi e com uns lábios carnudos que tão bem se desenhavam no rosto, quase que me atrevia a dizer que estava perante um clone em ponto pequeno e com uma cor de pele mais escura da Angelina Jolie.
No final e a olhar aqueles doces olhos, que timidamente pareciam querer nos dizer, para a levarmos connosco e a ter uma projecção mental de tudo o que foi vivido, percebi o quanto foi acertado o nome da associação “Cor é vida”. Foi cor o que viemos dar àquele espaço.
Naquele dia, trouxemos tintas de bondade e partilha, e com pinceladas de amizade e amor colorimos aquela tela cinzenta, de música, sorrisos, alegria e felicidade e em algumas partes da pintura até se notou alguns toques mágicos de omissão da razão pela qual ali se encontravam. Mais que sentir o quanto gratificante foi fazer parte desta experiência foi a felicidade que senti em fazer parte da equipa que coloriu este belo quadro.

Obrigado, Madalena, André, Joana e Paula.

Obrigado, Cor é vida!


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Fim-de-semana...



Regressei ao Porto num fim-de-semana que foi maravilhoso, vivi experiencia novas, conheci pessoas fantásticas e relembrei momentos únicos. Foi um fim-de-semana quase perfeito, faltou um pequeno grande pormenor para ser perfeito, mas isso agora não interessa nada. 
Cheguei a casa bastante mais rico.

PS: Em breve deixarei aqui o testemunho de uma experiência única vivida neste maravilhoso fim-de-semana.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Entre mim e o sol


não preciso de te procurar
não preciso de te chamar
não, porque saiba se virás
mas porque sei que surgirás
não preciso de te descobrir
porque já te consigo sentir
preciso somente de caminhar
de novo o meu trilho encontrar
guiar-me pela luz do teu farol
porque sei que entre mim e o sol
é um longo caminho a percorrer
sem pressas de o querer viver
porque quero cada passo desfrutar
porque quero cada detalhe amar
e ao tempo roubar velocidade
porque sei que a minha felicidade
não está no cantar do rouxinol
mas sim entre mim e o sol



Cocoon - Between me and the sun

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Espreitar...



Não consigo compreender porque é que uma pessoa que não gosta de olhar para o que se passa no lado de fora da janela, insiste em olhar para lá, se até precisa de abrir a janela para ver.
Faz-me lembrar os programas tipo “Big Brother” em que todos dizem que não gostam, mas todos criticam e estão a par dos acontecimentos.
Se não gostam, não vejam!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Alimentas em mim a arte de sonhar...


...e às vezes tenho medo de sonhar.






Asaf Avidan & The Mojos - Your Anchor

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012


A intensidade com que uma pessoa nos marca, não está no tempo em que ela permanece mas sim na intensidade com que se viveu esse tempo.






Bliss - Wish You Were Here

domingo, 29 de janeiro de 2012

Reler a vida

Por vezes, e num estado nostálgico, dou por mim a reler o que anteriormente escrevi. Poemas, dissertações, pensamentos, meditações ou pequenos textos que eram o reflexo do que sentia na altura. No percorrer das palavras antes escritas, algumas com alguns anos de distância, constato que já não me identifico com o mesmo estado de espírito da altura. Modifiquei algumas formas de pensar e tenho a certeza que se fosse hoje já as escreveria de maneira diferente. Fruto dos conflitos com a vida e das minhas vivências ao longo deste intervalo de anos. No entanto deparo-me com outras que leio e releio, e desde a primeira à última palavra não as consigo substituir por nenhuma outra. Continuo a identificar-me na íntegra com o que foi escrito e a sentir da mesma forma que senti no momento em que aquelas palavras, sentidas, ali foram despejadas. Permanece a mesma falta, a mesma carência, o mesmo sofrer, a mesma vontade, o mesmo acreditar, a mesma fé e o mesmo sonhar.
Os textos, que ao reler, já não lhes encontro o mesmo sentido e com os quais já não me identifico, são textos que retratam paixões, amores, desgostos, percas e outros momentos que careceram de ser escritos naquele momento e que agora já não existem. São um passado arrumado, páginas desfolhadas da minha história, etapas da vida que passaram e foram ultrapassadas, preteridas ou substituídas por outras novas.
Os que hoje leio, e ainda com os quais me identifico e sinto o que sentia no momento em que os escrevi são também, textos, sobre paixões, amores e desamores, sonhos, dúvidas e outros pensamentos que continuam presentes na minha vida. São sobre tudo aquilo que continua por encontrar ou até mesmo por largar…tudo o que continua inalterável.
Depois de observar este confronto de textos, os que considero desactualizados e os que continuam actualizados, percebo que a diferença não está nos textos mas sim no que mudou na minha vida ou não.


domingo, 22 de janeiro de 2012

Desistir ou perceber que não vale a pena...



Normalmente antes de cada decisão ou antes de qualquer atitude por mim tomada, tenho por hábito falar comigo, discutir comigo e escutar-me com muita atenção, para que nada seja decidido ao acaso.
Porque será que neste momento em que sei que não vale a pena seguir por aquele caminho eu sinto que estou a desistir de uma vida que poderia ter?

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

As tuas palavras...


... despertam em mim a vontade de sonhar.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Há discursos simplesmente espectaculares

Não deixa de ser irónico como um dos melhores oradores de sempre era a maior estrela do cinema mudo. Charlie Chaplin.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Casamento na passagem de ano (passas x desejos)


Os segundos gastam-se no aproximar da meia-noite, os noivos já são marido e mulher, as famílias satisfeitas aproveitam o reencontro, os amigos tingem de alegria a festa, deita-se o 2011 e espera-se pelo acordar do 2012.
Percorro com o olhar as mesas, na procura das passas, a fim de cumprir a tradição que se impõem na mudança do ano. Por cada mês do ano uma passa e por cada passa um desejo.
Numa das mesas, as vozes anunciam as últimas do ano velho e o iniciar de um ano novo. Estoirou o momento, saltaram as rolhas das garrafas de champanhe, felicitei os chegados e os que surgiram, subi para cima de uma cadeira e a cada passa pedi um desejo…

1.ª passa – ser feliz!

Que peço a seguir?

2.ª passa – ser feliz!

Outra vez!? Bem! Nunca é demais.

3.ª passa – ser feliz!

Que se lixe!

4.ª passa – ser feliz!

…!?!?

5.ª passa – ser feliz!

Não consigo pensar noutra coisa…

6.ª passa – ser feliz!

7.ª passa – ser feliz!

8.ª passa – ser feliz!

Se demorar muito tempo, pode não se realizar… será?

9.ª passa – ser feliz!

Será possível!?

10.ª passa – ser feliz!

Mas o que é que eu mais quero na vida? Pensa! Pensa!

11.ª passa – ser feliz!

Afinal de contas não é o que eu mais quero?


Ser feliz não é ter tudo o que se deseja?


Saúde?


Sem saúde não sou feliz.

Dinheiro?


Não preciso de muito, se não tiver o suficiente, também não sou feliz.


Felicidade aos que me rodeiam?


Se eles não estiverem felizes eu também não estou.


Amor?


Se não amar ou sentir-me amado, não sou feliz.

Por isso…


12.ª passa – que os noivos sejam muito felizes… e eu também!

Irra!


Ia-me esquecendo dos noivos…