Bem vindos ao meu espaço

Após algum tempo a navegar neste mundo de blogosferas, dei por mim ai e ali a escrever o que se pensa aqui… resolvi então criar o "Coffee Break e 3 linhas de conversa", o lado mais dia-a-dia, o lado mais soft, talvez o lado mais “santo” de Santo&Pecador. Serve este blogue, como o próprio nome o diz, para fazer uma pausa e escrever 2 ou 3 linhas sobre aqueles pensamentos, ideias e momentos (bons, maus ou mesmo aqueles assim-assim) que nos surgem durante o dia ou da noite. Vou tentar assim com as vossas opiniões e com algumas, saudáveis, discussões que por aqui vão ficando, tentar enriquecer e melhorar o meu padrão de vida e algo mais…



Logo estão todos convidados para um Coffee Break e 3 linhas de conversa,

quarta-feira, 21 de março de 2012

Reencontro...


"... num passo incerto e hesitante, consumido por uma incompreensível timidez, caminha na direcção de Iara de uma forma lenta e subtil. Estranhamente sente-se atrapalhado com o facto de possuir mãos, parecia-lhe que era uma parte nova no seu corpo, que acabara de nascer. Desesperado e sem saber onde as arrumar, coloca-as, ora dentro dos bolsos, ora penduradas e seguras pelos polegares nos bolsos das calças de ganga, intencionalmente gastas e rasgadas dando-lhe um ar mais jovial.
Iara arrumava o seu gentil corpo entre os objectos que a acompanhavam; um pequeno troler vermelho que pela forma oval que impunha, encontrava-se no seu limite; uma mala a tiracolo de onde retirara o telemóvel, possivelmente para ligar a Pedro avisando-o da sua chegada; um casaco comprido que serenamente adormecera no seu agradável colo, encobrindo toda a beleza e sensualidade que as suas pernas difundiam entre a pequena saia que evocava por um dia primaveril.
Ao ver Pedro, guardou calmamente o telemóvel na mala - dando por terminado a intenção de lhe telefonar - acordou suavemente o casaco, antes de o vestir e acomoda-lo com uma delicada precisão no seu aprumado corpo e, por fim, colocando a mala a tiracolo, desloca-se numa calma velocidade, uma velocidade diferente, como se todos fugissem da morte e ela caminhasse para a vida.
Pedro sorrira ao reconhecer aquele ligeiro descair de cabeça para o lado direito, auxiliado de um sorridente olhar que atiravam para segundo plano qualquer outra expressão. Os seus lábios, feitos de um morango fresco, eram um convite ao beijo recordado.
Ele avançava para ela, de carteira e telemóvel numa mão e a outra solta, desprezando toda a atrapalhação e desconcerto do momento anterior.
Era indescritível aquele momento único, já antes por ambos, sonhado em segredo.
Faziam-no vagarosamente, demoravam-se nos passos, estudavam-se mutuamente, relembravam os gestos, as expressões, reviviam os anos e no encurtar da distância percorrida, o odor das peles, antes combinada, transporta-os para o gosto do sabor das noites de amor. As palavras foram substituídas por uma simples troca de sorrisos, olhos cintilantes, fixados uns no outro, cientes de uma certeza. Não era um sonho.
- Olá! "

segunda-feira, 19 de março de 2012

Uma vida assim...

Assim, sem saber o motivo, a razão, o objectivo, o porquê, pelo qual brotou para a vida.
Ele deu razão ao porquê da sua existência.
Nós!
Sem saber o quão estava tão perto da outra margem.
Agarrou em todo o seu ser e lutou para ser o Pai-Homem.
Entregou-se de corpo e alma à travessia do longo caminho das pedras,
na procura de mais um pouco de conforto,
de mais um pouco de tudo para com os seus.
O louvor ao esforço,
ao suor que o seu corpo chorou,
aos sacrifícios que passou,
às noites que não sonhou era um beijo,
um abraço,
um carinho...
Ofuscava-nos com o brilho dos seus olhos a sorrirem de orgulho,
pela forma como estava a conseguir conduzir a vida.
Da mesma forma que brotou,
sem saber o motivo, a razão, o objectivo, o porquê,
ele disse: - Adeus vida,
adeus mundo cá fora, adeus a nós, adeus a si próprio.
Sem sequer saber o que foi. Nunca mais será.
Pai!
Foi nesse dia, nesse momento, nessa altura,
que eu percebi que nós somos apenas
Nada!

Pai! Tu não merecias
uma vida assim...

quinta-feira, 15 de março de 2012

"Distinguimos mais depressa a felicidade nos olhos de quem a desconhece do que nos olhos de quem a possui."

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulheres!




Hoje o dia pede-me que devia escrever algo sobre as mulheres.
Podia escrever que são um ser lindo e maravilhoso, porque realmente o são.
Podia escrever que a sensualidade que transportam em cada movimento seu, me fazem apaixonar, porque é verdade.
Podia escrever uma imensidão de qualidades, porque sem dúvida que as tem.
Mas não, hoje vou escrever sobre os seus defeitos.
Para mim as mulheres são fingidas, pois sorriem quando na realidade tem vontade de chorar e desfazem-se em lágrimas quando se sentem felizes.
As mulheres são desistentes, pois abdicam da sua felicidade em prol de um homem, que por vezes não lhes sabe dar o devido valor.
As mulheres são o ser mais distraído que conheço, esquecem com uma enorme frequência do seu próprio valor.
As mulheres são lamechas, porque tem necessidade de serem elogiadas quando se produzem para o seu homem, de ouvir um “gosto de ti”, um “amo-te”, de acordar com um beijo e deitar-se com outro.
As mulheres são exigentes, porque querem que as amemos, sem nos pedir e que as abracemos depois do sexo.
As mulheres são indecisas, pois nunca sabem qual a roupa que vestir e perdem imenso tempo a embelezarem-se para o seu homem.
As mulheres são aborrecidas, porque são capazes de cortar os nossos planos só porque tem que fazer o jantar, limpar a casa e cuidar dos filhos.
As mulheres são parvas, porque são capazes de perdoar quem as feriu, inúmeras e inúmeras vezes.
As mulheres são fracas porque são capazes de pedir desculpas a quem as agride verbalmente ou fisicamente.
É pelas suas qualidades que eu me apaixono, mas é por todos estes defeitos que eu as considero especiais.
As Mulheres são sem dúvida o ser mais maravilhoso deste mundo.

Obrigado por existirem!


Sean Riley & The Slowriders - This Woman

quarta-feira, 7 de março de 2012


Há dias em que um abraço me faz tanta falta como o ar que respiro...

Agir como uma Mulher e acreditar como uma menina é de uma capacidade notável, que poucas mulheres conseguem...

domingo, 4 de março de 2012

O sorriso



Lisa Ekdahl-Give me that slow knowing smile



há os sorrisos e há o sorriso…
há sorrisos que são simplesmente sorrisos
e depois há aquele sorriso que é só nosso
aquele… secreto,
que só nós entendemos…
aquele que surge sem se anunciar
que chega silencioso
gritando que é nosso
que entra sem licença,
já se sabe permitido,
aquele…
lento,
sem pressa,
mágico,
o teu (meu)!

Tenho saudades dum sorriso desses (meu).

sexta-feira, 2 de março de 2012



“Se escutássemos tanto a criança que existe em nós como escutamos o adulto, vivíamos num mundo muito mais bem equilibrado de valores. “