Bem vindos ao meu espaço

Após algum tempo a navegar neste mundo de blogosferas, dei por mim ai e ali a escrever o que se pensa aqui… resolvi então criar o "Coffee Break e 3 linhas de conversa", o lado mais dia-a-dia, o lado mais soft, talvez o lado mais “santo” de Santo&Pecador. Serve este blogue, como o próprio nome o diz, para fazer uma pausa e escrever 2 ou 3 linhas sobre aqueles pensamentos, ideias e momentos (bons, maus ou mesmo aqueles assim-assim) que nos surgem durante o dia ou da noite. Vou tentar assim com as vossas opiniões e com algumas, saudáveis, discussões que por aqui vão ficando, tentar enriquecer e melhorar o meu padrão de vida e algo mais…



Logo estão todos convidados para um Coffee Break e 3 linhas de conversa,

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Problemas de comunicação e o vasto leque de sinónimos que elas sabem e eles tentam compreender




Depois de ler este post da minha amiga AC, a que ela intitula de “Problemas de comunicação…” eu acrescentava “Problemas de comunicação e o vasto leque de sinónimos que elas sabem e eles tentam compreender”.
Tal como ela descreveu e como podemos constatar um Nada numa mulher pode dizer mil e uma coisas, mas nunca, nunca quer dizer simplesmente NADA.
Sem dúvida que desmistificar estas pequenas palavras nas mulheres é de uma competência extrema que não está ao alcance de qualquer homem. Primeiro porque nem todo o homem se dá a esse trabalho, e por vezes mesmo quando se dão e percebem dá-lhes jeito fazer que não perceberam.
Mas, mais que perceber a palavra, é perceber a expressão e o tom com que a referida palavra, neste caso o referido NADA, é pronunciado. Embora a referida palavra seja a mesma, e por vezes a intenção e o significado que transporta é o mesmo, a expressão e o tom com que é pronunciada difere de mulher para mulher. Tentar perceber isto em todas as mulheres é simplesmente impossível, por isso para se tentar perceber isso numa específica mulher, que já por si só, é uma tarefa que exige uma dedicação extrema e uma atenção inigualável a esse maravilhoso e complexo ser que é a mulher é algo de uma perícia quase sobrenatural. Mas não é impossível.
Por exemplo quando um homem pergunta a uma mulher a famosa pergunta “ O que é que tens?” e ela nos responde um estrondoso e sonoro NADA é óbvio que o que ela nos respondeu foi um estrondoso e sonoro TUDO, pois nada é mesmo o que ela não tem, pois tem tudo e o que temos de descobrir (SEM PERGUNTAR DIRECTAMENTE) é o que realmente a preocupa, afecta ou transtorna. Naquele momento ela pode nem te querer ver à frente, e ai tens de saber esperar (sem nunca esquecer de voltar) que aquele vulcão em erupção abrande e então nessa altura tentar perceber a razão pela qual a mesma se encontrava naquele estado de detonação. Mas pode também estar à espera de que te preocupes com o que a incómoda, quer ver até onde é que vais, o quanto te preocupas para descobrires quais são as suas inquietações, quer perceber até onde é que tu te esforças para resolveres o problema dela, que por vezes nem ela sabe qual é… ainda! Nunca menosprezes o poder de uma mulher a encontrar problemas, mesmo onde eles não existam, ou onde tu pensas não existir.
Mas, não pensem os homens que isto basta. Depois de conseguirmos superar esta difícil e árdua tarefa de conseguir desmistificar o que realmente a atormenta, vem o talento de saber o que responder, perguntar ou até mesmo perceber quando é o momento para falar ou ficar calado. Primeiro nunca, mas NUNCA se pergunta a uma mulher o que é que ela tem, quando já de antemão percebemos que ela está incomodada com qualquer coisa. É o mesmo que carregar no gatilho da arma que já está apontada na nossa direcção. Se cairmos no erro de lhe perguntar o que é que ela tem e ela responder o já acima referido estrondoso e sonoro NADA, nunca, mas NUNCA lhe perguntar porque é que está a gritar. Pois acabámos de declarar guerra e por muito que façamos já não te ouvem, já só existe um objectivo. ATACAR!
Nunca, mas NUNCA, se responde ao NADA dela com um “OK!”
Pois não está nada OK, aquele NADA não era nada, como já antes referi, aquele nada é TUDO. Ela quando disse NADA, não quer que tu aceites o nada, não quer que te cales, não quer que te vás embora, isso para ela é indiferença, insensibilidade. Ela quer discutir, ela quer explicações, soluções, ela quer que tu admitas o erro, mesmo que não tenhas errado, ela quer que adivinhes o que ela está a pensar, mesmo sem saberes que existe algo para decifrares, ela quer justificações, mesmo sem saberes o que tens de justificar, ela quer um culpado… TU!
Este tipo de respostas, réplicas, reacções ao NADA dela é puro suicídio. Há que tentar com outro tipo de abordagens, mas nunca numa pergunta directa tentar perceber qual é a razão da mesma estar assim. Temos de tentar explorar terrenos seguros, ou seja, os caminhos em que sabemos que ela é mais vulnerável, os temas que ela mais aprecia e que mais a acalmam, e que mais se sente confortável. Dessa forma, com calma e paciência, conseguimos perceber o que a incómoda e então calmamente explorar o assunto e ter um diálogo dentro do razoável, com fortes probabilidades de as coisas acabarem bem, e se realmente tivermos sucesso, ninguém como uma mulher para vos dar o referido prémio de satisfação por termos conseguido desfazer todas as dúvidas e problemas que lhe ocupavam a mente.


PS: Com isto não quero dizer que eu consiga sempre compreender o que quiseram dizer com o NADA ou outra qualquer palavra, dita nos mesmos moldes, e nem quero dizer que consiga sempre levar a conversa a bom porto. Mas sei que por estes caminhos já consegui por algumas vezes, extinguir aquele fogo todo que ardia na minha direcção e com sorte transforma-lo num outro fogo que muito prazer me dá nele queimar. :-)

14 comentários:

Sol de Dezembro disse...

Que espécie complicada e difícil, essa... hehehe!

Beijos

Santo&Pecador disse...

Sol de Dezembro,
Verdade amiga. Mas tem de ter qualquer coisa de muito bom... pois nós homens adoramos-vos e não conseguimos viver sem vocês. :-)

Sempre ouvi dizer que quanto mais difícil é melhor sabe depois de conquistada...(às vezes escusavam era de exagerar) :-)

Beijo (ser da espécie complicada)

Moi disse...

Teorias, teorias... vai na prática e tudo muda a cada segundo, fala a voz da espécie complicada! ;)





Beijo em ti

AC disse...

Não menosprezes o poder de uma mulher para arranjar problemas...mesmo onde ele não existam..uiiii as mulheres são mesmo complicadas, difíceis de entender, mas para os que se esforçam, para os que conseguem chegar onde poucos chegam somos um oásis no meio do deserto,um porto de abrigo para as tempestades...e dizem por aí que o esforço vale a pena.

Adorei o teu texto. Conheces bem o universo feminino... somos mesmo complicadas, conflituosas, queremos atenção, mimos, gostamos que nos decifrem, quem chega até nós mostra interesse e cuidado, é especial.

E claro..adoramos que nos compreendam.

beijo*

Santo&Pecador disse...

Moi,
sem dúvida que tudo isto não passa de teorias, e tal como disse, cada mulher é um caso e se tentar decifrar uma já é difícil, todas é impossível.
Mas seguindo a teoria, de vez em quando vai resultando. :)

Beijo (espécie complicada)

Santo&Pecador disse...

AC,
sem dúvida que são complicadas e difíceis de entender, mas também são seres adoráveis e que nos fazem sentir as coisas mais maravilhosas que um homem pode sentir. Tal como dizes, o "esforço" vale a pena.
Não sei se conheço bem o universo feminino, mas sei que gosto de mulheres e que me delicio a observar-vos. Gosto de mimar e fazer feliz quem me proporciona também felicidade.

Beijo!

Impossible-not-fall disse...

Olá...

Verdade que o NADA das mulheres nunca é um NADA dos homens...

Gostei do post ;)

Beijinho

Poppy disse...

Vim do tudo e nada da AC, tentar perceber que ensaio faz um santo e pecador sobre os "nadas" femininos.

E gostei.

É verdade, mas mais adianto que tal como o próprio autor refere "a expressão e o tom com que é pronunciada difere de mulher para mulher" oh abençoado homem que não cai no erro crasso do excesso da generalização :)

É bem verdade, um NADA varia consoante a mulher, o tom, a altura do mês... Sim, a altura do mês, vou confidenciar-lhe uma coisa em jeito de sussurro de pé de orelha... Oos meus Nada´s variam consoante as luas, o que ainda agrava mais tudo o que disse, e mais adianto, já disse "Nada" por coisa nenhuma, já fiquei zangada sem saber muito bem porquê, já fiquei zangada com toda a razão do mundo... Sou mulher, fazer o quê?

Beijinhos

Santo&Pecador disse...

Poppy,
antes de tudo, bem-vinda. :-)
Fico contente que tenhas gostado.
Nunca iria pensar que as mulheres são todas iguais. Quem diz isso tem que também aceitar um "os homens são todos iguais" e como é óbvio também não concordo.
Por acaso não abordei a questão da "altura do mês" porque isso está provado "cientificamente". A diferença poderá ser nas alterações de mulher para mulher, como não podia deixar de ser, mas todas mudam nessa altura.
E sabes uma coisa? Eu gosto de "voces" Mulheres tal como são, com todas essas perfeitas imperfeições.
Como diz o outro, podiam ser diferentes? Podiam! Mas não era a mesma coisa.

Beijo!

Anónimo disse...

Meu querido J.

Tu vês(me)!
:)

Santo&Pecador disse...

Anónimo,
Não fosses tu Mulher... ;-)

Beijo!

Alexandra disse...

Boa noite,

Ainda hoje o meu marido perguntou-me porque eu estava "murchita", a minha resposta foi o famoso nada! Naquele momento eu simplesmente não estava preparada para falar e com menos vontade falar ao ouvir "dizes sempre que nunca tens nada, mas dias depois vens falar do que tinhas!".
Para mim um dos piores erros que um homem pode cometer é interpretar este nada como sendo para ele. Como se ele tivesse feito algo que nos deixasse assim. A mim pessoalmente deixa-me extremamente desolada quando eu sinto nas palavras dele que existe uma certa resistencia a ouvir aquilo que eu possa ter a dizer... quando tal acontece entro em silencio e prefiro escrever. 

No fundo, eu sei, sei que não há ninguém que perceba verdadeiramente quem sou a não ser eu. Mas quando eu digo nada, quero dizer: "Não quero falar agora, mas faz-me bem saber que estás desse lado!". São muitas as vezes em que ouço música ou em que durante o dia me lembro de acontecimentos da minha vida que me deixam triste... e nesses momentos o que mais preciso é de um abraço reconfortante e não de perguntas que nos levam a parte incerta gerando ainda mais perguntas. Não podemos estar sempre felizes e contentes, estar triste, chorar ou zangada faz parte da vida e do processo de vivências que vamos tendo ao longo da mesma. 

Adorei este post...

Um beijinho

Santo&Pecador disse...

Impossible-no-fall,
O nada dos homens é simplesmente NADA, agora o das mulheres...pode ser tanta, mas tanta coisa. :-)

Beijo!

Santo&Pecador disse...

Alexandra,
Antes de tudo, bem-vinda.
Tal como disse, é impossível entender a forma particular como cada mulher diz o seu NADA, ou outra qualquer palavra que manifeste ou camufle a sua emoção. Cabe a cada um de nós, homens, perceber a sua mulher ou as mulheres que o rodeiam (mãe, filha, esposa, etc..) o que já é uma tarefa que exige alguma dedicação e paciência. Mas quando realmente se gosta ou ama, é possível.
Mas como tu disseste e bem, pois confirma as minhas palavras, o mais difícil é interpretar o referido NADA e saber como reagir. Saber quando é que temos de abraçar e não dizer nada, saber quando é que temos de falar porque é o que vocês estão à espera, saber quando é que temos de perceber o que se passa naquele momento ou quando é que temos de esperar pelo momento certo para o perceber … enfim, como antes disse, depende de mulher para mulher e cada homem saberá da sua, ou pelo menos quero pensar que assim o fazem ou tentam. Pelo que percebi o teu marido sabe bem o que dizer ou não dizer nesses momentos e isso é importante para o bem-estar e para o bom relacionamento do casal, pois mais do que os beijos são desses pequenos grandes nadas de que se alimenta o amor do casal.
Ou melhor… da forma como lidamos com eles.
A música e a escrita também são uma das coisas em que mais me apoio nos momentos menos bons… e nos bons também. :-)

Adorei saber-te por aqui…

Beijo!