Bem vindos ao meu espaço

Após algum tempo a navegar neste mundo de blogosferas, dei por mim ai e ali a escrever o que se pensa aqui… resolvi então criar o "Coffee Break e 3 linhas de conversa", o lado mais dia-a-dia, o lado mais soft, talvez o lado mais “santo” de Santo&Pecador. Serve este blogue, como o próprio nome o diz, para fazer uma pausa e escrever 2 ou 3 linhas sobre aqueles pensamentos, ideias e momentos (bons, maus ou mesmo aqueles assim-assim) que nos surgem durante o dia ou da noite. Vou tentar assim com as vossas opiniões e com algumas, saudáveis, discussões que por aqui vão ficando, tentar enriquecer e melhorar o meu padrão de vida e algo mais…



Logo estão todos convidados para um Coffee Break e 3 linhas de conversa,

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Neve, botas enganadas e um amor nas férias.

Bom dia amigos!
Hoje venho aqui pedir-lhes um grande favor.
Concorri a um passatempo da Timberland com uma história. Para ganhar preciso do vosso voto aqui
se poderem partilhem para os vossos amigos também votarem
No link podem ver a história, mas em baixo vou postar a história original, que para concorrer tive de encurtar devido ao limite de caracteres que o concurso exigia.




Foi na estação de comboios de Villars que a vi pela primeira vez. Estava sentada num dos bancos da estação, lia um folheto turístico da zona ao mesmo tempo que acomodava o seu corpo na quantidade exagerada de objectos que trazia. Uma mala verde enorme, que pela forma oval que desenhava, ultrapassava exageradamente o seu limite; a prancha de Snowboard que repousava calmamente no seu ombro; o casaco da neve que serenamente adormecera no seu apetecível colo e por fim sentada ao seu lado esquerdo jazia uma pequena mochila que encostada a ela suplicava por um abraço. O comboio chegou. Vi-a a acordar docemente o casaco, colocar a mochila as costas, abraçar a prancha com o braço direito e com a mão esquerda dar uso às roldanas da mala verde. Vestia de uma forma simples, uma blusa polar azul, umas calças de ganga e calçava umas botas Timberland por coincidência idênticas às minhas. O facto de os meus amigos me esperarem no carro para irmos para o Chalet onde estávamos instalados, ou a minha timidez ou talvez a minha estupidez, impediram-me de lhe perguntar se queria ajuda. Ela entrou no comboio e eu deixei de a ver.
Uma das regras do Chalet era deixarmos todo o calçado no piso de baixo, junto às escadas. No dia seguinte e quando descia para me ir calçar para ir sair, eis que me deparo com ela a descer também. Não queria acreditar, ela estava instalada no mesmo Chalet que eu. Sorri-lhe, um sorriso meio sem jeito ao que ela me respondeu com um sorriso delicioso. Notava-se que era uma mulher de sorriso fácil. Uma vez lá em baixo e junto do calçado agarrei nas minhas Timberland para as calçar. Ao mesmo tempo que comecei a ter dificuldade em conseguir calçar as minhas Timberland, reparei que ela ria e fazia-me sinal para os pés. Sendo o meu inglês terrível, ela teve mesmo de vir junto de mim para eu perceber que estava a tentar calçar as Timberland dela, que eram iguaiz às minhas mas mais pequenas. O meu embaraço foi tanto que se tivesse um buraco no chão para me enfiar era para lá que eu tinha ido. Felizmente que esse buraco não existia, pois foi graças a esse cómico episódio que eu e a Sylvie nos conhecemos e nos apaixonamos. É verdade que foi uma paixão de uma semana. Nunca mais a vi, nunca mais soube nada dela, mas cada vez que olho para as minhas botas Timberland ou passo por uma loja Timberland, lembro-me de Sylvie e dos momentos que passamos.