Bem vindos ao meu espaço

Após algum tempo a navegar neste mundo de blogosferas, dei por mim ai e ali a escrever o que se pensa aqui… resolvi então criar o "Coffee Break e 3 linhas de conversa", o lado mais dia-a-dia, o lado mais soft, talvez o lado mais “santo” de Santo&Pecador. Serve este blogue, como o próprio nome o diz, para fazer uma pausa e escrever 2 ou 3 linhas sobre aqueles pensamentos, ideias e momentos (bons, maus ou mesmo aqueles assim-assim) que nos surgem durante o dia ou da noite. Vou tentar assim com as vossas opiniões e com algumas, saudáveis, discussões que por aqui vão ficando, tentar enriquecer e melhorar o meu padrão de vida e algo mais…



Logo estão todos convidados para um Coffee Break e 3 linhas de conversa,

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O meu amor

Escrevi este texto há mais de um ano, se o escrevesse hoje, não mudava uma linha.


"Amor infinito" de Alfred Gockel


Amor, amizade, paixão… tantas e tantas vezes se confundem, tantas e tantas vezes se alteram. Tento perceber o que será cada uma delas, onde interagem uma com a outra, onde diferem uma da outra, os motivos que as levam a findar ou a começar.
Tento entender o que leva uma paixão passar para amor, ou o amor virar amizade.
Depois de ouvir um “Amo-te, mas já não estou apaixonada por ti”, dei comigo a pensar e a questionar a possibilidade de isso ser possível. Sinto que vivo numa interminável busca de explicações e a ausência de resposta inquieta-me e leva-me a medir, pesar, articular, desconstruir, reconstruir, decifrar, comprovar, reaprovar, e tal como na ciência as respostas surgem quando verdades pré-elaboradas são derrubadas. Verdades pré-elaboradas por todos nós que usamos como justificação para a falta de amor.
Todos me dizem que aquele amor platónico, que faz borboletas na barriga, que faz parar o mundo, aquele em que nos sentimos alegremente parvos, tende em acabar.
Mas esse “amor” não é amor. É paixão, é aquela fome desmedida de se estar e ter, aquele fogo interior que arde de desejo e loucura pelo outro, é toda aquela vontade inicial de todo o romance, que inevitavelmente, não direi que acaba, mas que resfria.
A paixão arrefece e fica uma grande amizade, misturada com alguma intimidade, nomeadamente o sexo, a que chamamos de amor.
Pois eu a esse amor chamo tédio. Amor é o que vem depois da paixão e antes do tédio.
O amor do fulano, do beltrano, as histórias de outrem, a viver dos outros, não é o meu amor.
O meu amor, o amor que eu acredito, aquele que eu busco, que já provei, é outro, é diferente, é observar um gesto teu, o mais banal que seja, e ficar simplesmente a adorar-te, só porque me sabe bem.
É ouvir o som da tua voz e encantar-me com a melodia da mesma, somente porque me sabe a música.
É colocar o corpo no teu lado da cama, para absorver o calor do teu corpo, perfumar-me com o odor abandonado na almofada por ti, depois de te levantares.
É sentir a maior felicidade do mundo quando uma atitude ou um gesto meu, fazem soltar um sorriso na tua cara.
É sentir uma dor insuportável por dentro, quando vejo uma lágrima a percorrer o teu rosto.
É sentir a necessidade de estar presente, não porque é a minha obrigação, mas sim porque naquele momento não me sinto mais feliz em qualquer outro lado do mundo, como perto de ti.
Este é o meu amor. Definido, caracterizado, particularizado, diferente que quaisquer outras experiências transactas ou vindouras, é único, é simples, é autêntico, é cruel, é amargo, é delicioso, é penoso, faz-me sorrir, é um flagelo, é conforto, é vício, é tempero, é sofrimento, é o ideal, é o meu, é o nosso… quando chegares!



"Ideal seria que todas as pessoas soubessem amar, o tanto que sabem fingir"

Bob Marley






Ben Harper - waiting on an angel

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Palavras minhas em livro



Pela primeira vez, vejo as minhas palavras publicadas em livro.

Foi com grande orgulho e satisfação que vi a minha participação literária no “Arte Pela Escrita IV” – Editora Mosaico da Palavra

Obrigado Pedro, pelo convite.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Mudança

Quando oiço dizer coisas tipo, as pessoas não mudam.
Penso: Tudo muda!
O planeta muda, o tempo muda, o relógio não pára.
Muda o ano, muda a vida, mudam os corpos, mudam as pessoas, mais uma vez; tudo muda!
Pois a mudança é natural e a única constante em toda a ciência, é a mudança.
As pessoas mudam e fazem mudar toda a vida que os circunda, unindo-se, separando-se, morrendo, nascendo, preocupando-se, despreocupando-se, auxiliando, prejudicando, irritando, tranquilizando, desprezando, acarinhando, amando, odiando, apaixonando-se, desapaixonando-se, etc.
Toda essa mudança depende da forma como fazemos as coisas acontecer, não simplesmente como acontecem.
É a maneira como as pessoas tentam, não como fazem, isso é natural.
A forma como chegamos a elas, não a forma como deixamos que as coisas sejam, o que simplesmente são.
A forma como, alojamos as velhas memórias, más ou boas e criamos umas novas.
A maneira como insistimos e acreditamos, apesar de todas as possibilidades científicas, prove que nada nesta vida é permanente, a mudança é constante.
Como é que as experiências vividas nos mudam, depende de nós.
Podemos sentir como que morremos, ou podemos sentir como uma 2ª oportunidade de vida.
Levamos de bandeja, nas palmas das nossas duas mãos juntas e em forma de concha, os arrependimentos, angustias, revoltas, mágoas, dores, etc. Se abrirmos os nossos dedos de tais fardos, deixamo-los ir.
Sentimo-nos com toda a adrenalina, necessária para viver.
Tal como a qualquer momento, podemos perder ou ganhar, podemos ter outra oportunidade de vida.
Tal como a qualquer momento, podemos morrer ou voltar a nascer.



Backed Into The Corner by Amy Stroup

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Momentos...


O abraço amigo do meu irmão, aquelas musicas que sinto, o picado nos discos de vinil, os livros que me fazem pensar, reflectir e por vezes revoltar-me interiormente, um filme com mensagem muitas vezes só descodificada por alguns, brincar e rir com os meus filhos, jantar em casa dos amigos, amigos em casa a jantar, o ultimo gole de um copo de vinho tinto, a imperial no Campino a pensar que a segunda vai chegar sem eu ter que a pedir, uma conversa/café/jantar a dois em que o tempo apenas descansa, não acontece. O meu Barreiro, a nossa Lisboa, a Barcelona de todos, Snowbord nos Alpes, o sol na neve, o pôr-do-sol sobre o mar, contemplado numa esplanada com uma boa bebida e a companhia perfeita. Ouvir falar francês e italiano, o jogo Portugal x Inglaterra, o banho após o treino, o verão de 1998, aquele(s) fim-de-semana no Porto, um beijo sem pressa, preliminares sôfregos, sexo apaixonado, os toques cúmplices e ternos de quando se ama, ouvir-te gozar, sentir que me desejas… apaixonar-me!

Momentos!

... momentos que dão razão ao meu viver!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Valores...


Existem determinados valores que se vão perdendo com a idade. São instintivos numa criança, mas raros num adulto. Cabe a cada um de nós, esforçar-se por manter a criança que existe em nós.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Palavras que doem...


Se são as palavras que se soltam da boca de um filho, as que maior alegria nos proporcionam, também, são as que maior dor nos causam… mesmo sabendo que tais palavras não são nem intencionais, nem sentidas. Simplesmente, pura inocência.
Tenho saudades de ter saudades…



… e não saudades destas minhas saudades.

I hate you but I love you (acoustic live) by Russian Red

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

As coisas podem ser tão simples... nós é que por vezes as complicamos.





"Reasons to Love You" by Meiko

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Between Us



"Between Us" by Peter Bradley Adams


"
Hey stranger or may I call you my own
I know I don't know you, but there's somewhere
I've seen you before
Whatever your name is, whatever you do
There's nothing between us I'm willing to loose

Just call me if ever our paths may colide
I want you to call me under these darkened sky's
Whoever you love, whoever you kiss
The wandering between us I'm willing to miss

Now I'm drifting out over deep oceans
And the tide won't take me back in
And these desperate nights I'll call you again
and again

There's a comfort, comfort in things we believe
Other than danger, wanting the things I can't
see
Wherever you live now, wherever you walk
This distance between us I'm willing to cross

Now I'm drifting out over deep oceans
And the tide won't take me back in
And these desperate nights I'll call you again
and again

Now I'm drifting out over deep oceans
And the tide won't take me back in
And these desperate nights I'll call you again
and again

Hey stranger or may I call you my own
I know I don't know you, but there's somewhere
I've seen you before."