Bem vindos ao meu espaço

Após algum tempo a navegar neste mundo de blogosferas, dei por mim ai e ali a escrever o que se pensa aqui… resolvi então criar o "Coffee Break e 3 linhas de conversa", o lado mais dia-a-dia, o lado mais soft, talvez o lado mais “santo” de Santo&Pecador. Serve este blogue, como o próprio nome o diz, para fazer uma pausa e escrever 2 ou 3 linhas sobre aqueles pensamentos, ideias e momentos (bons, maus ou mesmo aqueles assim-assim) que nos surgem durante o dia ou da noite. Vou tentar assim com as vossas opiniões e com algumas, saudáveis, discussões que por aqui vão ficando, tentar enriquecer e melhorar o meu padrão de vida e algo mais…



Logo estão todos convidados para um Coffee Break e 3 linhas de conversa,

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Porque há coisas fantásticas...




Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu
E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
O sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu
Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Vidas




Todos os dias acordamos, perdemos o mesmo tempo nas mesmas rotinas diárias, percorremos os mesmos percursos, lidamos com as mesmas pessoas, almoçamos no mesmo local e repetimos mais um interminável número de “mesmos” ao que chamamos viver. Acomodamo-nos a esta nossa hipnose de sobrevivência, convencidos que é viver.
Esporadicamente e em alguns momentos do nosso viver, como por exemplo, quando nos juntamos com verdadeiros amigos para um jantar, conseguimos nos libertar da máscara, que insistimos em usar todos os dias, para mostrar ao mundo a imagem que criamos para esse, mesmo mundo ver. Teimamos em esconder o nosso verdadeiro eu e continuar a sobreviver no palco do teatro que montamos.
No entanto existem momentos mágicos, em que dizemos as maiores parvoíces e rimos de nós próprios, sem medo da crítica, sem sequer pensarmos no que é dito. Sentimos, simplesmente o sabor de falar sem pensar, sem sentir a pressão dos “juízes” que diariamente temos ao nosso redor. Saber que não existem consequências graves nas parvoíces que dissemos, porque sabemos que quem nos ouve, nos conhece, respeita e gosta de nós tal e qual como somos. Ama-nos as qualidades e os defeitos, ama-nos todo o nosso eu.
Temos rasgos de um sabor único da vida, com o sorriso dos nossos filhos ou com a música que sai da voz deles, onde vamos buscar forças e coragem para tudo. São eles que nos fazem resistir a tudo, é por eles que ultrapassamos obstáculos nunca antes passados, são eles, sem dúvida, a maior razão do nosso viver.
Depois surgem aqueles momentos de interferência com outras vidas, onde nos apercebemos que existem mais vidas como a nossa, mais vidas que tem o mesmo viver que o nosso, a mesma sobrevivência, a mesma vontade de sonhar, agarrados a outras vidas idênticas às que estão agregadas a nós.
Na amplitude desse momento, do cruzamento das nossas vidas com o conhecimento dessas outras vidas, em que nos questionamos sobre a possibilidade, de unir a nossa vida a uma vida dessas que vive, por vezes distante, num universo diferente, mas num viver em tudo paralelo ao nosso. Perguntamo-nos se o unir destas duas vidas, não seria o unificar de dois sonhos em tudo iguais, num só. Libertávamo-nos das vidas que nos aprisionam o sonhar, que nos limitam o viver atirando-nos para a nossa simples e humilde existência.
Duvidamos se não estaremos a trocar uma rotina por outra.
É verdade!
No entanto não sabemos. Só saberemos a resposta se tentarmos conhecer essas vidas, trocar ideias, palavras, escutar os seus problemas também, sentir os seus sonhos, viver as suas alegrias e perceber se em tudo são harmonizáveis com os nossos sonhos e o nosso sentir.
Depois vamos viver, apaixonarmo-nos todos os dias, não ter medo de nos fartar, não ter vergonha de nos amar, de não esquecer de nos beijarmos todos os dias, não passar para segundo plano o tempo de nos amimar, de entender que temos de dizer que nos amamos quando queremos e nos apetece, mostrar o nosso agrado e a nossa satisfação quando os recebemos, contribuído assim diariamente para continuarmos apaixonados e fazer das nossas vidas, a nossa vida!

Let's dance?


Nouvelle Vague - Dance With Me

"
Let's dance little stranger
Show me secret sins
Love can be like bondage
Seduce me once again"

Do presente para o futuro



A intensidade vivida no presente será reflectida no viver do nosso futuro.


Como me disse uma amiga : "Sou esquisita... gosto de coisas simples!"

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O meu amor

Escrevi este texto há mais de um ano, se o escrevesse hoje, não mudava uma linha.


"Amor infinito" de Alfred Gockel


Amor, amizade, paixão… tantas e tantas vezes se confundem, tantas e tantas vezes se alteram. Tento perceber o que será cada uma delas, onde interagem uma com a outra, onde diferem uma da outra, os motivos que as levam a findar ou a começar.
Tento entender o que leva uma paixão passar para amor, ou o amor virar amizade.
Depois de ouvir um “Amo-te, mas já não estou apaixonada por ti”, dei comigo a pensar e a questionar a possibilidade de isso ser possível. Sinto que vivo numa interminável busca de explicações e a ausência de resposta inquieta-me e leva-me a medir, pesar, articular, desconstruir, reconstruir, decifrar, comprovar, reaprovar, e tal como na ciência as respostas surgem quando verdades pré-elaboradas são derrubadas. Verdades pré-elaboradas por todos nós que usamos como justificação para a falta de amor.
Todos me dizem que aquele amor platónico, que faz borboletas na barriga, que faz parar o mundo, aquele em que nos sentimos alegremente parvos, tende em acabar.
Mas esse “amor” não é amor. É paixão, é aquela fome desmedida de se estar e ter, aquele fogo interior que arde de desejo e loucura pelo outro, é toda aquela vontade inicial de todo o romance, que inevitavelmente, não direi que acaba, mas que resfria.
A paixão arrefece e fica uma grande amizade, misturada com alguma intimidade, nomeadamente o sexo, a que chamamos de amor.
Pois eu a esse amor chamo tédio. Amor é o que vem depois da paixão e antes do tédio.
O amor do fulano, do beltrano, as histórias de outrem, a viver dos outros, não é o meu amor.
O meu amor, o amor que eu acredito, aquele que eu busco, que já provei, é outro, é diferente, é observar um gesto teu, o mais banal que seja, e ficar simplesmente a adorar-te, só porque me sabe bem.
É ouvir o som da tua voz e encantar-me com a melodia da mesma, somente porque me sabe a música.
É colocar o corpo no teu lado da cama, para absorver o calor do teu corpo, perfumar-me com o odor abandonado na almofada por ti, depois de te levantares.
É sentir a maior felicidade do mundo quando uma atitude ou um gesto meu, fazem soltar um sorriso na tua cara.
É sentir uma dor insuportável por dentro, quando vejo uma lágrima a percorrer o teu rosto.
É sentir a necessidade de estar presente, não porque é a minha obrigação, mas sim porque naquele momento não me sinto mais feliz em qualquer outro lado do mundo, como perto de ti.
Este é o meu amor. Definido, caracterizado, particularizado, diferente que quaisquer outras experiências transactas ou vindouras, é único, é simples, é autêntico, é cruel, é amargo, é delicioso, é penoso, faz-me sorrir, é um flagelo, é conforto, é vício, é tempero, é sofrimento, é o ideal, é o meu, é o nosso… quando chegares!



"Ideal seria que todas as pessoas soubessem amar, o tanto que sabem fingir"

Bob Marley






Ben Harper - waiting on an angel

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Palavras minhas em livro



Pela primeira vez, vejo as minhas palavras publicadas em livro.

Foi com grande orgulho e satisfação que vi a minha participação literária no “Arte Pela Escrita IV” – Editora Mosaico da Palavra

Obrigado Pedro, pelo convite.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Mudança

Quando oiço dizer coisas tipo, as pessoas não mudam.
Penso: Tudo muda!
O planeta muda, o tempo muda, o relógio não pára.
Muda o ano, muda a vida, mudam os corpos, mudam as pessoas, mais uma vez; tudo muda!
Pois a mudança é natural e a única constante em toda a ciência, é a mudança.
As pessoas mudam e fazem mudar toda a vida que os circunda, unindo-se, separando-se, morrendo, nascendo, preocupando-se, despreocupando-se, auxiliando, prejudicando, irritando, tranquilizando, desprezando, acarinhando, amando, odiando, apaixonando-se, desapaixonando-se, etc.
Toda essa mudança depende da forma como fazemos as coisas acontecer, não simplesmente como acontecem.
É a maneira como as pessoas tentam, não como fazem, isso é natural.
A forma como chegamos a elas, não a forma como deixamos que as coisas sejam, o que simplesmente são.
A forma como, alojamos as velhas memórias, más ou boas e criamos umas novas.
A maneira como insistimos e acreditamos, apesar de todas as possibilidades científicas, prove que nada nesta vida é permanente, a mudança é constante.
Como é que as experiências vividas nos mudam, depende de nós.
Podemos sentir como que morremos, ou podemos sentir como uma 2ª oportunidade de vida.
Levamos de bandeja, nas palmas das nossas duas mãos juntas e em forma de concha, os arrependimentos, angustias, revoltas, mágoas, dores, etc. Se abrirmos os nossos dedos de tais fardos, deixamo-los ir.
Sentimo-nos com toda a adrenalina, necessária para viver.
Tal como a qualquer momento, podemos perder ou ganhar, podemos ter outra oportunidade de vida.
Tal como a qualquer momento, podemos morrer ou voltar a nascer.



Backed Into The Corner by Amy Stroup

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Momentos...


O abraço amigo do meu irmão, aquelas musicas que sinto, o picado nos discos de vinil, os livros que me fazem pensar, reflectir e por vezes revoltar-me interiormente, um filme com mensagem muitas vezes só descodificada por alguns, brincar e rir com os meus filhos, jantar em casa dos amigos, amigos em casa a jantar, o ultimo gole de um copo de vinho tinto, a imperial no Campino a pensar que a segunda vai chegar sem eu ter que a pedir, uma conversa/café/jantar a dois em que o tempo apenas descansa, não acontece. O meu Barreiro, a nossa Lisboa, a Barcelona de todos, Snowbord nos Alpes, o sol na neve, o pôr-do-sol sobre o mar, contemplado numa esplanada com uma boa bebida e a companhia perfeita. Ouvir falar francês e italiano, o jogo Portugal x Inglaterra, o banho após o treino, o verão de 1998, aquele(s) fim-de-semana no Porto, um beijo sem pressa, preliminares sôfregos, sexo apaixonado, os toques cúmplices e ternos de quando se ama, ouvir-te gozar, sentir que me desejas… apaixonar-me!

Momentos!

... momentos que dão razão ao meu viver!