Por vezes, e num estado nostálgico, dou por mim a reler o que anteriormente escrevi. Poemas, dissertações, pensamentos, meditações ou pequenos textos que eram o reflexo do que sentia na altura. No percorrer das palavras antes escritas, algumas com alguns anos de distância, constato que já não me identifico com o mesmo estado de espírito da altura. Modifiquei algumas formas de pensar e tenho a certeza que se fosse hoje já as escreveria de maneira diferente. Fruto dos conflitos com a vida e das minhas vivências ao longo deste intervalo de anos. No entanto deparo-me com outras que leio e releio, e desde a primeira à última palavra não as consigo substituir por nenhuma outra. Continuo a identificar-me na íntegra com o que foi escrito e a sentir da mesma forma que senti no momento em que aquelas palavras, sentidas, ali foram despejadas. Permanece a mesma falta, a mesma carência, o mesmo sofrer, a mesma vontade, o mesmo acreditar, a mesma fé e o mesmo sonhar.
Os textos, que ao reler, já não lhes encontro o mesmo sentido e com os quais já não me identifico, são textos que retratam paixões, amores, desgostos, percas e outros momentos que careceram de ser escritos naquele momento e que agora já não existem. São um passado arrumado, páginas desfolhadas da minha história, etapas da vida que passaram e foram ultrapassadas, preteridas ou substituídas por outras novas.
Os que hoje leio, e ainda com os quais me identifico e sinto o que sentia no momento em que os escrevi são também, textos, sobre paixões, amores e desamores, sonhos, dúvidas e outros pensamentos que continuam presentes na minha vida. São sobre tudo aquilo que continua por encontrar ou até mesmo por largar…tudo o que continua inalterável.
Depois de observar este confronto de textos, os que considero desactualizados e os que continuam actualizados, percebo que a diferença não está nos textos mas sim no que mudou na minha vida ou não.
Os textos, que ao reler, já não lhes encontro o mesmo sentido e com os quais já não me identifico, são textos que retratam paixões, amores, desgostos, percas e outros momentos que careceram de ser escritos naquele momento e que agora já não existem. São um passado arrumado, páginas desfolhadas da minha história, etapas da vida que passaram e foram ultrapassadas, preteridas ou substituídas por outras novas.
Os que hoje leio, e ainda com os quais me identifico e sinto o que sentia no momento em que os escrevi são também, textos, sobre paixões, amores e desamores, sonhos, dúvidas e outros pensamentos que continuam presentes na minha vida. São sobre tudo aquilo que continua por encontrar ou até mesmo por largar…tudo o que continua inalterável.
Depois de observar este confronto de textos, os que considero desactualizados e os que continuam actualizados, percebo que a diferença não está nos textos mas sim no que mudou na minha vida ou não.
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