Bem vindos ao meu espaço

Após algum tempo a navegar neste mundo de blogosferas, dei por mim ai e ali a escrever o que se pensa aqui… resolvi então criar o "Coffee Break e 3 linhas de conversa", o lado mais dia-a-dia, o lado mais soft, talvez o lado mais “santo” de Santo&Pecador. Serve este blogue, como o próprio nome o diz, para fazer uma pausa e escrever 2 ou 3 linhas sobre aqueles pensamentos, ideias e momentos (bons, maus ou mesmo aqueles assim-assim) que nos surgem durante o dia ou da noite. Vou tentar assim com as vossas opiniões e com algumas, saudáveis, discussões que por aqui vão ficando, tentar enriquecer e melhorar o meu padrão de vida e algo mais…



Logo estão todos convidados para um Coffee Break e 3 linhas de conversa,

domingo, 29 de janeiro de 2012

Reler a vida

Por vezes, e num estado nostálgico, dou por mim a reler o que anteriormente escrevi. Poemas, dissertações, pensamentos, meditações ou pequenos textos que eram o reflexo do que sentia na altura. No percorrer das palavras antes escritas, algumas com alguns anos de distância, constato que já não me identifico com o mesmo estado de espírito da altura. Modifiquei algumas formas de pensar e tenho a certeza que se fosse hoje já as escreveria de maneira diferente. Fruto dos conflitos com a vida e das minhas vivências ao longo deste intervalo de anos. No entanto deparo-me com outras que leio e releio, e desde a primeira à última palavra não as consigo substituir por nenhuma outra. Continuo a identificar-me na íntegra com o que foi escrito e a sentir da mesma forma que senti no momento em que aquelas palavras, sentidas, ali foram despejadas. Permanece a mesma falta, a mesma carência, o mesmo sofrer, a mesma vontade, o mesmo acreditar, a mesma fé e o mesmo sonhar.
Os textos, que ao reler, já não lhes encontro o mesmo sentido e com os quais já não me identifico, são textos que retratam paixões, amores, desgostos, percas e outros momentos que careceram de ser escritos naquele momento e que agora já não existem. São um passado arrumado, páginas desfolhadas da minha história, etapas da vida que passaram e foram ultrapassadas, preteridas ou substituídas por outras novas.
Os que hoje leio, e ainda com os quais me identifico e sinto o que sentia no momento em que os escrevi são também, textos, sobre paixões, amores e desamores, sonhos, dúvidas e outros pensamentos que continuam presentes na minha vida. São sobre tudo aquilo que continua por encontrar ou até mesmo por largar…tudo o que continua inalterável.
Depois de observar este confronto de textos, os que considero desactualizados e os que continuam actualizados, percebo que a diferença não está nos textos mas sim no que mudou na minha vida ou não.


domingo, 22 de janeiro de 2012

Desistir ou perceber que não vale a pena...



Normalmente antes de cada decisão ou antes de qualquer atitude por mim tomada, tenho por hábito falar comigo, discutir comigo e escutar-me com muita atenção, para que nada seja decidido ao acaso.
Porque será que neste momento em que sei que não vale a pena seguir por aquele caminho eu sinto que estou a desistir de uma vida que poderia ter?

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

As tuas palavras...


... despertam em mim a vontade de sonhar.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Há discursos simplesmente espectaculares

Não deixa de ser irónico como um dos melhores oradores de sempre era a maior estrela do cinema mudo. Charlie Chaplin.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Casamento na passagem de ano (passas x desejos)


Os segundos gastam-se no aproximar da meia-noite, os noivos já são marido e mulher, as famílias satisfeitas aproveitam o reencontro, os amigos tingem de alegria a festa, deita-se o 2011 e espera-se pelo acordar do 2012.
Percorro com o olhar as mesas, na procura das passas, a fim de cumprir a tradição que se impõem na mudança do ano. Por cada mês do ano uma passa e por cada passa um desejo.
Numa das mesas, as vozes anunciam as últimas do ano velho e o iniciar de um ano novo. Estoirou o momento, saltaram as rolhas das garrafas de champanhe, felicitei os chegados e os que surgiram, subi para cima de uma cadeira e a cada passa pedi um desejo…

1.ª passa – ser feliz!

Que peço a seguir?

2.ª passa – ser feliz!

Outra vez!? Bem! Nunca é demais.

3.ª passa – ser feliz!

Que se lixe!

4.ª passa – ser feliz!

…!?!?

5.ª passa – ser feliz!

Não consigo pensar noutra coisa…

6.ª passa – ser feliz!

7.ª passa – ser feliz!

8.ª passa – ser feliz!

Se demorar muito tempo, pode não se realizar… será?

9.ª passa – ser feliz!

Será possível!?

10.ª passa – ser feliz!

Mas o que é que eu mais quero na vida? Pensa! Pensa!

11.ª passa – ser feliz!

Afinal de contas não é o que eu mais quero?


Ser feliz não é ter tudo o que se deseja?


Saúde?


Sem saúde não sou feliz.

Dinheiro?


Não preciso de muito, se não tiver o suficiente, também não sou feliz.


Felicidade aos que me rodeiam?


Se eles não estiverem felizes eu também não estou.


Amor?


Se não amar ou sentir-me amado, não sou feliz.

Por isso…


12.ª passa – que os noivos sejam muito felizes… e eu também!

Irra!


Ia-me esquecendo dos noivos…


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Perdido...



Perdido...
Nesta vontade de viver
e no medo de sofrer
Nesta vontade de amar
e o de nesta falta calar
Neste querer de te ter
e no risco de sofrer
Nesta passada certa
e no sentir desta dor deserta
Revolto-me num grito sem voz
convicto de existir um Nós





Adriana - Sonhos de papel

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A vida é o caminho...
...não o fim do caminho!


Tem dias em que por um motivo inexplicável e sem qualquer razão aparente penso (de)mais; ou porque não está sol, ou porque chove, ou porque estou sozinho, ou porque sinto falta de alguém ou de algo, ou porque talvez esteja carente, ou simplesmente porque sim, porque a natureza e o meu estado de espírito assim o determinam.
Nesses dias penso na vida, na minha vida e nas vidas que fizeram e fazem parte dela. São essas vidas, as que chegam e ficam, as que partem e não voltam mais, as que passam e seguem, as que permanecem, as que descubro e as que ainda não sei se surgem, que redigem a minha história. No reconstruir desta história de vida, percorro as memórias do passado, passo por aquelas de há muito tempo, por aquelas de há pouco tempo, pelas de ontem e até pelas do presente que neste momento já são passado. Recordo, feliz, as coisas boas e os momentos inesquecíveis, que, por vezes, foram um fim-de-semana, um dia, uma hora, até mesmo um escasso minuto ou um expressivo segundo. Relembro as coisas más, repenso no que aprendi com elas, no que me custaram, no que ainda me doem, nos obstáculos que superei, nas dificuldades que passei, nos desgostos e desamores que já foram e nos que ainda perduram. Neste misturar de pensamentos entre o que tive de bom e mau, percebo que grande parte do sofrimento e da dor, que senti e ainda sinto, advêm de momentos de enorme felicidade e alegria. Os melhores momentos, os inolvidáveis, foram sem dúvida os que me deixaram as melhores memórias mas também os que me condenaram a uma dor maior. Foi o fim-de-semana memorável, o dia inesquecível, a hora apaixonada, o minuto eterno e aquele segundo mágico que me doaram uma eternidade de sofrimento. Mas... voltaria a viver tudo outra e outra e, ainda, mais outra vez, não lhes mudava nem um único pormenor, pois já não seriam os mesmos se lhes alterasse fosse o que fosse.
Porque, pior que toda esta dor que fica é a ignorância de como teriam sido esses momentos. A vida é isto, é feita de altos e baixos, de amores e desamores, de paixões e desgostos, de dificuldades, obstáculos para ultrapassar, de lágrimas para chorar, de sorrisos para dar, de coragem para perdoar e pedir desculpas, de paisagens para desfrutar, de pessoas e momentos para amar.
A felicidade, que é o que todos procuramos, é a vida. A vida vivida com todos os seus defeitos e feitios. Encontramo-la no caminho da vida, em cada etapa, em cada passo e em cada vivência.
A vida é a nossa maior felicidade, e, a vida é o caminho e não o fim do caminho.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Poema de Natal


No trabalho, alguém disse a alguém, que disse a alguém que eu escrevia. Esse, alguém pediu-me se poderia escrever algo para apresentar numa celebração de natal.
Escrevi um poema de natal que com muito agrado ouvi ser lido, para a assistência, por alguém que conseguiu captar na íntegra a mensagem do poema por mim escrito.
O poema é este:

Natal é o dia de …
Encontrar a felicidade no beijo perdido
Esconder as dores na dádiva do amor
Reencontrar o abraço por vezes esquecido
Colorir os nadas do dia de viva cor
Calar o orgulho no pedir das desculpas
Recordar os que faltam no cair da lágrima
No agasalho de um abraço iludir as tristezas
Trazer à tona aquela paz mais íntima
Contemplar no perdão uma maravilha
Libertar sorrisos no trocar das prendas
Travar o tempo no viver da partilha
Depreender o uso do verbo amar
Gritar amor e deixar calar as saudades
No sorriso dos outros o nosso esboçar
Encurtar gerações no misturar das idades
Na procura do bem remediar o mal
Evocar alegrias no contar das histórias
Ser criança no colorir da árvore de natal
Pedir ao coração uns toques de magias
Porque no natal é dia de…
Lembrar como devemos ser todos os dias

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Existem olhos que olham e aqueles que vêem...


... eu vejo-te!


Adriana - Pior que perder


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Silêncio...


...sei que sou melhor com as palavras escritas do que com as faladas...mas sei que sou muito melhor com as que digo em silêncio...