Bem vindos ao meu espaço

Após algum tempo a navegar neste mundo de blogosferas, dei por mim ai e ali a escrever o que se pensa aqui… resolvi então criar o "Coffee Break e 3 linhas de conversa", o lado mais dia-a-dia, o lado mais soft, talvez o lado mais “santo” de Santo&Pecador. Serve este blogue, como o próprio nome o diz, para fazer uma pausa e escrever 2 ou 3 linhas sobre aqueles pensamentos, ideias e momentos (bons, maus ou mesmo aqueles assim-assim) que nos surgem durante o dia ou da noite. Vou tentar assim com as vossas opiniões e com algumas, saudáveis, discussões que por aqui vão ficando, tentar enriquecer e melhorar o meu padrão de vida e algo mais…



Logo estão todos convidados para um Coffee Break e 3 linhas de conversa,

domingo, 29 de abril de 2012

Dia Internacional da Dança



Dançar é como amar, aprende-se, é difícil, é único, é paixão, é sedutor, é lascivo, é êxtase, é revigorante, é delicioso, é inexplicável, é alegria e tristeza, é sofrimento e deslumbramento, e, nunca se sabe quando podemos falhar e até magoar o outro. Exige muita dedicação, muita partilha, muitas horas a dois e acima de tudo muita, mas muita cumplicidade.
Quando amamos alguém, não precisamos de palavras para o demonstrar, são as nossas acções o que mais diz ao outro que o amamos. Na dança a cúmplice união de dois corpos em movimento numa igual cumplicidade com a música, são as palavras de todo o sentir que essa mesma música transmite. O perfume que se desprende de dois corpos que flutuam na pista em absoluta sintonia, confiando-se nos braços, um do outro, é como o odor que se solta de dois corpos que se entregam e se descobrem, numa cama, todo o amor que nutrem um pelo outro. O prazer de ver dois corpos a dançar é, como escrevi há uns anos, “… acolherem-se um ao outro, transmitindo ápices de uma extraordinária fusão, de uma cumplicidade impenetrável, que só é possível com o germinar de um misto de combinações de puros sentimentos…


Deixo-vos aqui dois links que para mim são o exemplo de plena cumplicidade na dança.


e


para fugir ao Tango que é o que todos nós pensamos quando se fala em cumplicidade na dança.
Agarrando, novamente na minha analogia, dançar é como amar, não é na cama que sentimos os maiores e melhores momentos de cumplicidade. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Viver é...


"Viver é uma peripécia. Um dever, um afazer, um prazer, um susto, uma cambalhota. Entre o ânimo e o desânimo, um entusiasmo ora doce, ora dinâmico e agressivo. Viver não é cumprir nenhum destino, não é ser empurrado ou rasteirado pela sorte. Ou pelo azar. Ou por Deus, que também tem a sua vida. Viver é ter fome. Fome de tudo. De aventura e de amor, de sucesso e de comemoração de cada um dos dias que se podem partilhar com os outros. Viver é não estar quieto, nem conformado, nem ficar ansiosamente à espera. Viver é romper, rasgar, repetir com criatividade. A vida não é fácil, nem justa, e não dá para a comparar a nossa com a de ninguém. De um dia para o outro ela muda, muda-nos, faz-nos ver e sentir o que não víamos nem sentíamos antes e, possivelmente, o que não veremos nem sentiremos mais tarde. Viver é observar, fixar, transformar. Experimentar mudanças. E ensinar, acompanhar, aprendendo sempre. A vida é uma sala de aula onde todos somos professores, onde todos somos alunos. Viver é sempre uma ocasião especial. Uma dádiva de nós para nós mesmos. Os milagres que nos acontecem têm sempre uma impressão digital. A vida é um espaço e um tempo maravilhosos mas não se contenta com a contemplação. Ela exige reflexão. E exige soluções. A vida é exigente porque é generosa. É dura porque é terna. É amarga porque é doce. É ela que nos coloca as perguntas, cabendo-nos a nós encontrar as respostas. Mas nada disso é um jogo. A vida é a mais séria das coisas divertidas. " 

Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum' 

 Não tenho por hábito copiar textos de outros, mas este fui incapaz de não o fazer... 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

a vida é como uma arma pronta a disparar



chegou um tempo, um momento em que a vida não pode segurar
o que está feito, está feito, a vida é como uma arma pronta a disparar
uns vão chegar, outros vão partir, uns sempre ficar e outros nunca surgir
palavras ditas e não ditas, palavras que escrevem o que vou ou não sentir

paixões perdidas, paixões prometidas, misteriosas no entender do seu sabor
o sorrir de um vida inacabada, noutra de passado ferido, susceptíveis de um amor
uma canção silenciosa que se aproxima, com este incógnito desejo de tocar
no descobrir da comunhão de dois cúmplices corpos, sedentos de amar

sábado, 14 de abril de 2012

Todos os dias te sonho... 


...de vez em quando de noite também.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Beijo



Como costumo dizer o Beijo é o cartão-de-visita de um Homem!

Já vi variadíssimas descrições de beijos, varias técnicas de beijo, imensos tipos e nomes de beijos. Escrevem-se livros, preenchem algumas páginas do Kama Sutra, etc, etc…

Para mim, vai realmente da vontade de beijar a pessoa em questão, do estado de espírito, da ocasião em si e o mais importante de tudo do sentimento que nutrimos pelo outro.
Quando beijamos descrevemos o que sentimos e o que pretendemos da outra pessoa.
Quando beijamos demonstramos toda a nossa paixão, emoção e o amor sentido.
Quando beijamos saboreamos tudo o que o outro tem para nos entregar.

Beijar, aquele beijo doce, lento e suave, saboreando cada movimento dos teus lábios, provar os teus lábios numa leve mordidela, levar a minha língua ao toque da tua, dando-te a conhecer todo o meu desejo. Descer o meu beijo pelo teu pescoço, sentir o teu coração querer abraçar o meu e deixar os meus dedos percorrer os teus lábios húmidos, tacteando o traço do linear dos mesmos. Descobrir todo o teu corpo com o toque da minha língua, até atingirmos o limite em que o beijo já não é suficiente e com um beijo sôfrego de tirar o fôlego, entre o estremecer dos nossos corpos, entregamo-nos e recebemo-nos por completo numa fusão de dois corpos iniciada no simples toque dos nossos lábios.
É o nosso cartão-de-visita, para o resto da nossa viagem.

Eis um dia que merecia ser comemorado com um bom Beijo!

Felicidade


A felicidade não é algo que se procura é o que se vive na procura de algo. 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sonho com o amanhã alimentando-me do ontem...


...e hoje atraio o ontem para o amanhã.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Fresca sensação...


A chuva cessa, o céu despoja-se do cinzento e veste-se de azul amor.
As nuvens fazem vénia ao sol que em mim brilha, numa conhecida sensação.
Vive em mim, a parte de ti que me alimenta o crer e me rasga o impossível.
Os pássaros riscam o céu com o teu sorriso e o sol mostra-me o brilho dos teus olhos.
O vento esconde nas nuvens as dúvidas e as incertezas, deixando o gosto desta fresca sensação.
Guardado no medo, não espreito o céu e na sombra resguardo-me da tua luz.
O suspirar das árvores gritam saudades, o odor das flores desprendem-me o esquecer e o verde da relva convida-me a rebolar nas memórias.
Seguro as palavras e silenciosamente mergulho nesta fresca sensação.

 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Reencontro...


"... num passo incerto e hesitante, consumido por uma incompreensível timidez, caminha na direcção de Iara de uma forma lenta e subtil. Estranhamente sente-se atrapalhado com o facto de possuir mãos, parecia-lhe que era uma parte nova no seu corpo, que acabara de nascer. Desesperado e sem saber onde as arrumar, coloca-as, ora dentro dos bolsos, ora penduradas e seguras pelos polegares nos bolsos das calças de ganga, intencionalmente gastas e rasgadas dando-lhe um ar mais jovial.
Iara arrumava o seu gentil corpo entre os objectos que a acompanhavam; um pequeno troler vermelho que pela forma oval que impunha, encontrava-se no seu limite; uma mala a tiracolo de onde retirara o telemóvel, possivelmente para ligar a Pedro avisando-o da sua chegada; um casaco comprido que serenamente adormecera no seu agradável colo, encobrindo toda a beleza e sensualidade que as suas pernas difundiam entre a pequena saia que evocava por um dia primaveril.
Ao ver Pedro, guardou calmamente o telemóvel na mala - dando por terminado a intenção de lhe telefonar - acordou suavemente o casaco, antes de o vestir e acomoda-lo com uma delicada precisão no seu aprumado corpo e, por fim, colocando a mala a tiracolo, desloca-se numa calma velocidade, uma velocidade diferente, como se todos fugissem da morte e ela caminhasse para a vida.
Pedro sorrira ao reconhecer aquele ligeiro descair de cabeça para o lado direito, auxiliado de um sorridente olhar que atiravam para segundo plano qualquer outra expressão. Os seus lábios, feitos de um morango fresco, eram um convite ao beijo recordado.
Ele avançava para ela, de carteira e telemóvel numa mão e a outra solta, desprezando toda a atrapalhação e desconcerto do momento anterior.
Era indescritível aquele momento único, já antes por ambos, sonhado em segredo.
Faziam-no vagarosamente, demoravam-se nos passos, estudavam-se mutuamente, relembravam os gestos, as expressões, reviviam os anos e no encurtar da distância percorrida, o odor das peles, antes combinada, transporta-os para o gosto do sabor das noites de amor. As palavras foram substituídas por uma simples troca de sorrisos, olhos cintilantes, fixados uns no outro, cientes de uma certeza. Não era um sonho.
- Olá! "

segunda-feira, 19 de março de 2012

Uma vida assim...

Assim, sem saber o motivo, a razão, o objectivo, o porquê, pelo qual brotou para a vida.
Ele deu razão ao porquê da sua existência.
Nós!
Sem saber o quão estava tão perto da outra margem.
Agarrou em todo o seu ser e lutou para ser o Pai-Homem.
Entregou-se de corpo e alma à travessia do longo caminho das pedras,
na procura de mais um pouco de conforto,
de mais um pouco de tudo para com os seus.
O louvor ao esforço,
ao suor que o seu corpo chorou,
aos sacrifícios que passou,
às noites que não sonhou era um beijo,
um abraço,
um carinho...
Ofuscava-nos com o brilho dos seus olhos a sorrirem de orgulho,
pela forma como estava a conseguir conduzir a vida.
Da mesma forma que brotou,
sem saber o motivo, a razão, o objectivo, o porquê,
ele disse: - Adeus vida,
adeus mundo cá fora, adeus a nós, adeus a si próprio.
Sem sequer saber o que foi. Nunca mais será.
Pai!
Foi nesse dia, nesse momento, nessa altura,
que eu percebi que nós somos apenas
Nada!

Pai! Tu não merecias
uma vida assim...