Bem vindos ao meu espaço
Após algum tempo a navegar neste mundo de blogosferas, dei por mim ai e ali a escrever o que se pensa aqui… resolvi então criar o "Coffee Break e 3 linhas de conversa", o lado mais dia-a-dia, o lado mais soft, talvez o lado mais “santo” de Santo&Pecador. Serve este blogue, como o próprio nome o diz, para fazer uma pausa e escrever 2 ou 3 linhas sobre aqueles pensamentos, ideias e momentos (bons, maus ou mesmo aqueles assim-assim) que nos surgem durante o dia ou da noite. Vou tentar assim com as vossas opiniões e com algumas, saudáveis, discussões que por aqui vão ficando, tentar enriquecer e melhorar o meu padrão de vida e algo mais…
Logo estão todos convidados para um Coffee Break e 3 linhas de conversa,
Logo estão todos convidados para um Coffee Break e 3 linhas de conversa,
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
O Coração
O coração é como uma casa de várias divisões.
Da rua para o hall
de entrada deixamos entrar os conhecidos. Muitos aí permanecem, outros voltam a
sair para a rua e outros, ainda, entram na divisão seguinte. A esses apelidamos
de amigos. Nessa divisão encontramos três portas, uma para a rua, outra de
volta ao hall de entrada e ainda outra que dá acesso à divisão seguinte. Nessa
divisão entram alguns amigos que por diversos factores passam a ter um destaque
maior na nossa vida. Aqueles por quem nutrimos um carinho maior e os sentimos
mais próximos. Esta divisão tal como a anterior, tal como a seguinte e tal como
as que infinitamente poderão surgir, são compostas pelas mesmas três portas, a
da rua, a que dá acesso à divisão anterior e a que dá passagem à divisão
seguinte. A dos amigos que amamos.
Sim! Amamos!
Porque gostar muito de um amigo ou de uma amiga, sentir a
sua falta e saber que estão presentes quando precisamos, quando estamos mal, ou
menos bem, e sentir a necessidade de fazer o mesmo por eles, de estar presente
nos momentos em que estes necessitam de um abraço, de um ombro, de uma palavra
ou simplesmente de uma presença, é uma forma de amar.
A divisão seguinte é especial e só tem lugar para um. É para
aquela pessoa com queremos partilhar a vida, aquela pessoa que preenche a parte
de nós por completar, aquela que nos faz deixar de dizer EU e passar a dizer NÓS.
Este pensamento
poderia acabar aqui, mas não acaba porque esta, ou estas como vão poder
constatar a seguir, é ou são as divisões mais importantes e as mais indecifráveis
do coração.
Tal como nas outras divisões continua a existir três portas,
uma para a rua, porque a qualquer momento e em qualquer divisão essa pessoa
pode sair de vez para nunca mais voltar e se por algum motivo for possível voltar
terá de recomeçar todo o processo de novo, outra para a divisão anterior e ainda
outra para uma divisão seguinte, e assim sucessivamente e infinitamente.
A diferença da próxima divisão para com a que lhe antecede é
no seu tamanho. É maior. Portanto, o amor que se sente por uma pessoa está
constantemente a engrandecer ou a atenuar, dependendo única e exclusivamente da
forma como é tratado, cuidado, alimentado ou vivido. Admitindo certo este meu raciocínio
podemos dizer que o tamanho desse amor é proporcional ao tempo por nós dedicado
ao mesmo, podendo esse amor simplesmente desaparecer, extinguir-se ou inversamente
atingir proporções desmedidamente inclassificáveis. Nunca poderemos afirmar ou garantir
que amamos mais ou menos que o outro, mais ou menos que amanhã ou mais ou menos
que ontem. Sabemos sim, que se esse amor cresce infinitamente e a divisão em
que se encontra já não é suficiente para tanto amor, tem de passar à divisão
seguinte e assim sucessivamente. Se suceder o inverso, se esse amor não é
alimentado, se é por nós negligenciado, esquecido, precisa de uma divisão mais
pequena para ainda se sentir amor, recuando assim para a divisão anterior. Depois
e de uma forma incompreensível e até mesmo racionalmente inatingível a todo
este meu pensamento, existem outras ainda, que inexplicavelmente estacionam lá,
na ultima divisão possível para o amor, imóveis e mudas, escusando-se a sair.
Talvez porque não queremos que saia, talvez porque esse amor
carece de alimento, talvez porque é ali que se sente amado, talvez porque ele
não quer sair, talvez porque pertence ali, talvez porque sim e talvez… porque
não?
Não sei!
terça-feira, 10 de julho de 2012
domingo, 8 de julho de 2012
North Atlantic
Num país onde as ideias são rejeitadas, as oportunidades
extintas e o correr o risco de sonhar é proibido, orgulho-me de ver este português
a mostrar ao mundo do que nós somos capazes. Somos tão bons ou melhores que
qualquer um no mundo e só não o somos mais porque quem nos governa não nos
apoia, antes pelo contrário, só nos cria obstáculos.
Não! Não conheço o Bernardo, o responsável por esta
maravilhosa curta-metragem, mas é português... mais que isso, é um português
com um sonho, e eu como português e sonhador que sou, não podia deixar de
ajudar o Bernardo a chegar à final e a ganhar.
O filme é de uma sensibilidade incrível, simplesmente
maravilhoso!
Vejam e depois digam-me lá se este rapaz não merece ganhar o
prémio e fazer uma longa-metragem com o realizador Ridley Scott.
Eu já votei e voltarei a votar, votem também.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Pontes
Quando um rio se atravessa entre duas terras, construímos as pontes para as unir…
Quando as dificuldades se atravessam entre duas vidas, construímos laços para nos unir…
A resistência das pontes, contra as fortes correntes dos rios, constroem-se com a força de betão com que estas se erguem…
A resistência às dificuldades, que se atravessam entre duas vidas, constroem-se com a força da cumplicidade com que estas se unem…
sexta-feira, 29 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Os meus filhos...

Gargalhadas soltas e espontâneas,
descobrem em mim a alegria
do meu mais secreto sorriso.
O poder criado pela magia
dos vossos pequenos braços,
envoltos no meu pescoço,
eliminam de mim os meus fracassos.
A espevites como me convencem
com aqueles lindos olhos e graciosos,
nutrem em mim o meu orgulho de pai.
O prazer que transmitem ao comigo brincar
retornam em mim a criança que ainda existe.
O com vocês jogar á bola ou na relva rebolar,
elevam o meu sentir para lá do maravilhoso.
A angustia que exteriorizam ao chorar,
colocam em mim sofridas lágrimas no rosto.
A alegria que difundem ao meu chegar,
o correr e saltar para os meus braços,
fazem os meus olhos sorrir de felicidade.
O abraçar dos vossos corpos franzinos,
erguem todo o meu amor por vós .
O que vejo de mim em vocês dois,
faz de vocês únicos e exclusivos,
incomparáveis e especiais…
Faz de vocês os meus filhos.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Dormir para sonhar
é tempo de dormir
dormir para sonhar
procurar no sonho o acordar
no tempo que finda sem chegar
incansavelmente num olhar
sonho
risco no tempo o teu rosto,
em contornos de felicidade
camuflados de uma beleza fácil
cubro o lembrar com o teu corpo
de uma inigualável sensualidade
desprendida
só no momento certo
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